A maioria dos brasileiros se mostrou favorável à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por motivos de saúde, segundo pesquisa Ipsos-Ipec.
O levantamento aponta que 56% concordam com a medida, sendo 38% totalmente e 18% em parte. Outros 35% discordam - 26% totalmente e 9% em parte. Há ainda 3% indiferentes e 6% que não souberam ou não responderam.
Os dados indicam que a polarização política segue como principal fator de divisão nas opiniões. Entre eleitores de Bolsonaro no segundo turno de 2022, 69% apoiam a prisão domiciliar, enquanto 25% são contrários.
Já entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, há divisão: 52% concordam com a medida, enquanto 42% discordam.
A pesquisa também simulou o cenário após 90 dias de prisão domiciliar. Nesse caso, 49% defendem que Bolsonaro permaneça em casa, enquanto 42% avaliam que ele deveria retornar ao regime fechado. Outros 9% não souberam ou não responderam.
Novamente, a divisão política se destaca. Entre eleitores de Bolsonaro, 82% são favoráveis à manutenção da prisão domiciliar. Já entre eleitores de Lula, 69% defendem a volta à prisão.
O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 12 de abril de 2026, com 2.000 entrevistas presenciais em 130 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
No mês passado, o ministro Alexandre de Moraes autorizou que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar por 90 dias, em razão do estado de saúde. Antes disso, o ex-presidente chegou a ser internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral.
A decisão levou em conta parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). Atualmente, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.





