O interior do Paraná voltou a chamar atenção do Brasil com uma celebração que mistura tradição, fé, cultura popular e paixão pela carne bovina. Em Cascavel, no Oeste paranaense, a tradicional Festa do Trabalhador reuniu milhares de pessoas em torno daquele que é considerado oficialmente o maior churrasco de fogo de chão do mundo — um evento que impressiona tanto pelos números quanto pela dimensão cultural e comunitária que carrega.
Desde as primeiras horas da madrugada, equipes de assadores iniciaram o ritual que já virou símbolo da festa: centenas de costelas bovinas posicionadas em estruturas metálicas próximas às brasas, assadas lentamente ao longo de várias horas. O aroma tomou conta do Seminário Arquidiocesano São José, local que recebe a celebração anualmente e que se tornou referência nacional quando o assunto é churrasco em larga escala.
A edição deste ano teve números impressionantes. Aproximadamente 17 toneladas de carne foram preparadas durante o evento, com cerca de 600 costelas assadas simultaneamente em fogo de chão. A expectativa da organização era receber mais de 25 mil pessoas, consolidando novamente a festa como uma das maiores celebrações gastronômicas do país.
O evento é reconhecido pelo Guinness World Records desde 2017 como o maior churrasco de fogo de chão do planeta, marca que ajudou Cascavel a ganhar notoriedade nacional e internacional.
Além da carne: uma verdadeira operação giganteMais do que um simples almoço coletivo, a Festa do Trabalhador envolve uma logística gigantesca. A preparação dos acompanhamentos também impressiona pelos números. Segundo os organizadores, foram utilizados cerca de:
Tudo isso para atender o enorme fluxo de visitantes que passam pelo seminário ao longo do dia.
A estrutura da edição 2026 também foi ampliada. O evento ganhou milhares de novos lugares para acomodar o público sentado e melhorias no sistema de atendimento, praça de alimentação e retirada de pedidos.
Outro detalhe que chama atenção é o envolvimento da comunidade. Mais de mil voluntários participaram diretamente da organização, desde o preparo das carnes até a recepção dos visitantes e coordenação das atividades religiosas e culturais.
Muito além do churrascoApesar da fama ligada à gastronomia, a Festa do Trabalhador possui um forte caráter religioso e beneficente. A programação incluiu missa em homenagem a São José Operário, motociata, apresentações culturais e atividades comunitárias ao longo do dia.
Toda a renda arrecadada com o evento é destinada à manutenção do Seminário Arquidiocesano São José e à formação de novos padres, reforçando o aspecto social e comunitário da celebração.
A tradição teve início ainda na década de 1960 e, ao longo dos anos, transformou-se em um dos principais eventos do calendário do Oeste do Paraná. Hoje, além de movimentar o turismo regional, a festa se tornou símbolo da cultura do churrasco brasileiro e da força das tradições do interior.
O fogo de chão que virou patrimônio cultural no ParanáO método de preparo em fogo de chão é um dos elementos mais emblemáticos do evento. As costelas são posicionadas próximas às brasas e assadas lentamente por várias horas, garantindo maciez, sabor intenso e aquela aparência tradicional que remete às origens do churrasco sulista.
A técnica, muito presente nas tradições gaúchas e paranaenses, ganhou proporções gigantescas em Cascavel. O cenário formado por centenas de costelas alinhadas lado a lado se tornou uma das imagens mais marcantes do agronegócio e da cultura gastronômica do Sul do Brasil.
Em uma época em que grandes festivais gastronômicos se espalham pelo país, a Festa do Trabalhador de Cascavel segue mantendo uma identidade própria: unir comida, fé, tradição e solidariedade em uma celebração que já entrou para a história mundial do churrasco.
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