• Quarta-feira, 6 de maio de 2026

Valores do café são pressionados em abril por expectativa de boa safra

As expectativas de boa oferta no ciclo 2026/27 e o avanço da colheita brasileira de café em maio foram os principais fatores de pressão.

Com o otimismo quanto à oferta global de café no ciclo 2026/27, diante das projeções de boa safra no Brasil, os preços do arábica e do robusta encerraram abril em queda nos mercados interno e externo. 

No entanto, de acordo com o Cepea, o recuo foi limitado pelo baixo nível dos estoques certificados na Bolsa de Nova York (ICE Futures) e pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, que continuam gerando incertezas quanto ao fluxo de café entre os países produtores e os principais mercados consumidores. 

Em abril, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, teve média de R$ 1.811,87/saca de 60 kg, queda de 102,02 Reais por saca (ou -5,3%) em relação à média de março (R$ 1.913,89/sc).

Na comparação com abril de 2025, que registrou média de R$ 2.476,40/sc, o recuo é ainda mais expressivo, de 664,53 Reais/sc (-26,8%), em termos reais (os valores foram corrigidos pelo IGP-DI de março de 2026). 

Para o robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, registrou média de R$ 917,15/sc de 60 kg em abril, queda de 104,87 Reais/sc frente à de março (R$ 1.021,92/sc), ou de 10,3%. Frente a abril de 2025, que teve média de R$ 1.549,59/sc, a baixa é de 632,54 Reais/sc, ou de 40,1%, também em termos reais. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), o contrato Julho/26 do café arábica encerrou abril a 285,55 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 525 pontos em relação ao fechamento de março.

As expectativas de boa oferta no ciclo 2026/27 e o avanço da colheita brasileira em maio foram os principais fatores de pressão sobre os contratos ao longo do mês, ressaltam pesquisadores do Cepea. 

Fonte: Cepea

Por: Redação

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