Precocidade, genética de ponta e manejo eficiente resultam em uma boiada jovem, pesada e com padrão de carne muito acima da média nacional A precocidade do gado no momento do abate é hoje um dos
principais indicadores de eficiência e qualidade na pecuária moderna. Animais que
atingem peso e acabamento ideais mais cedo representam menor custo por arroba produzida, melhor conversão alimentar e, sobretudo, carne mais macia, padronizada e valorizada pelo mercado consumidor. É no
equilíbrio entre genética, manejo, nutrição e sanidade que se constrói um produto superior, capaz de atender às exigências de um consumidor cada vez mais atento à qualidade do que chega à mesa. Nesse contexto, a
pecuária brasileira avança de forma consistente rumo à intensificação produtiva, ajustando para baixo a idade média do gado abatido. O que antes era exceção passa, gradualmente, a se tornar referência. Sistemas mais tecnificados, uso estratégico de genética e manejo de precisão têm permitido ao produtor entregar animais jovens, pesados e bem-acabados, elevando o padrão da carne bovina nacional e reforçando a competitividade do Brasil no mercado interno e externo.
Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp É exatamente esse cenário que o vídeo que circula entre pecuaristas retrata — e que motivou a expressão consagrada no campo:
“Olha que luxo de boiada”. As imagens mostram um lote de animais com idade entre 15 e 18 meses e peso médio em torno de 570 quilos, um resultado muito acima da média nacional para essa faixa etária. Trata-se de uma boiada que impressiona não apenas pelo peso, mas pelo acabamento, uniformidade e qualidade visível a olho nu. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Os animais foram criados na
fazenda do produtor Rivaldo Almeida, em Curitibanos (SC), e carregam sangue de
raças consagradas na produção de carne de qualidade, como Angus, Charolês e Braford. A composição genética reforça o foco na precocidade, no ganho de peso acelerado e no bom acabamento de carcaça, características cada vez mais demandadas pelos frigoríficos e pelo mercado consumidor. O abate foi realizado no
Frigorífico Broering, localizado em Amaro da Imperatriz (SC), empresa com mais de 30 anos de atuação e reconhecida por fornecer algumas das melhores carnes de Santa Catarina. Segundo o consultor que acompanha o trabalho, a parceria com o pecuarista já dura cerca de quatro décadas, sempre marcada pela entrega de animais de alto nível. “
É uma boiada bem cuidada, feita do jeito que a gente acredita e trabalha. A qualidade começa no campo, com quem leva a sério cada detalhe”, enfatiza. Ao comentar as imagens, o consultor resume o que chama a atenção de quem entende do assunto:
“Estamos aqui em Curitibanos, na fazenda do senhor Rivaldo Almeida, carregando essa boiada de terneiros [garrotes] nascidos de julho do ano passado para cá.
São animais com cerca de um ano e meio, alguns com um ano e cinco meses, já apresentando uma qualidade impressionante. A média deve girar em torno de 570 quilos, com ótimo acabamento de gordura, muito capricho e um produto que fala por si. É o tipo de boiada que enche os olhos.” Casos como esse evidenciam que a pecuária brasileira não apenas evoluiu, mas está consolidando um novo padrão produtivo. A expressão
“olha que luxo de boiada” deixa de ser apenas um elogio e passa a simbolizar um caminho claro: produzir mais cedo, com mais qualidade, eficiência e respeito ao consumidor final.
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