O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ser recebido pelo seu homólogo americano, Donald Trump, ao meio-dia do horário de Brasília em Washington, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (7). Ao meio-dia e quinze, os dois se reúnem a portas fechadas e, por volta de 12h45, participam de um almoço na sede do governo estadunidense.
Há expectativa de que Lula conceda uma entrevista coletiva na residência oficial da embaixadora brasileira e retorne, em seguida, para Brasília, ainda nesta quinta-feira. A grande expectativa é que o governo tente apresentar assuntos e discussões de forma técnica durante a conversa com Donald Trump, tentando reduzir ruídos e fugir de temas que podem trazer mais tensão diplomática.
Entre os principais assuntos que devem ser discutidos estão a possibilidade aventada pelo governo americano de classificar grupos criminosos como PCC e Comando Vermelho como facções terroristas, algo que o governo Lula vê como uma afronta à soberania nacional. Então, a estratégia do governo Lula seria falar de outras abordagens no combate ao crime organizado.
Um segundo tema seria a questão dos minerais de terras raras, já que o Brasil tem a segunda maior reserva do mundo atrás apenas da China. Os EUA e o gigante asiático competem para esses minerais que são importantíssimos para a produção tecnológica no mundo.
Chegou a haver um memorando assinado entre o governo de Goiás e o governo dos Estados Unidos no setor, mas que o governo Lula disse que seria um factoide, porque os estados não têm competência para definir a competência do uso do subsolo brasileiro seria da União.
Um terceiro ponto ainda será a questão das tarifas impostas pelos Estados Unidos contra o Brasil. O país norte-americano teve que revogar as sobretaxas que foram aplicadas sob uma lei de 1977, mas buscam outras maneiras de aplicar tarifas por meio da sessão comercial 301 e podem aplicar novas tarifas sobre o Brasil.





