O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que “hoje é um dia que eu poderia estar mais feliz, mas estou triste. Triste porque esperava que o Banco Central abaixasse o juros em pelo menos em 0,5%”. A declaração foi dada nesta 5ª feira (19.mar.2026) durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo.
O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC reduziu na 4ª feira (18.mar) a taxa Selic de 15% para 14,75% ao ano. Segundo Lula, o motivo da redução menor do que o esperado é a guerra no Irã, iniciada após o ataque dos Estados Unidos em 28 de fevereiro. “Porra, essa guerra até no BC?”, questionou Lula.
O petista afirmou que “vivemos em um momento econômico bom”, mas que a situação poderia estar melhor se “não fossemos pegos de surpresa por uma guerra”. Lula disse que o mundo não pode estar à mercê de alguém que “acha que é dono do mundo e levanta de manhã: ‘vou tomar Groenlândia, o Canal do Panamá e Cuba’”. Lula se refere ao presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano).
Lula já havia criticado a guerra. Na 4ª feira (18.mar), disse que os “tiros que Trump deu no Irã estão fazendo os preços [do petróleo] aumentarem no mundo inteiro”. O preço do barril chegou a ultrapassar US$ 100.
Nesta 5ª feira (19.mar), o presidente disse que “ninguém pediu a guerra e que não há a menor necessidade”. Afirmou que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas –que já havia chamado de “irresponsável”– deveria se reunir e “se preocupar em evitar a guerra”.
Declarou: “O mundo precisa de paz, educação e comida, não de guerra”. Complementou ao dizer que não permitirá que o conflito no Oriente Médio “traga prejuízo para o povo brasileiro”.
O Governo Federal anunciou nesta 5ª feira (19.mar.2026) investimentos em áreas como saúde, mobilidade urbana, habitação, educação e segurança pública durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou do evento ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Estiveram presentes os ministros Margareth Menezes (Cultura), Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social), Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação), Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima), Gustavo Feliciano (Turismo), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), Sônia Guajajara (Povos Indígenas), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Fernando Haddad (Fazenda) e Márcia Lopes (Mulheres).
Dentre as medidas anunciadas, estão o repasse de R$ 5,1 bilhões para o programa Gás do Povo, que vai atender cerca de 15 milhões de famílias, substituindo o Auxílio Gás e triplicando o número de beneficiários, com entrega direta da recarga do botijão de 13 kg. Também foram anunciadas a linha de crédito de US$ 500 milhões da Caixa Econômica Federal, em parceria com o Banco Mundial, para financiar projetos de transição energética e eletromobilidade, incluindo um projeto piloto com a Prefeitura de Praia Grande, litoral de São Paulo.
Na área científica, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação entregou 4 linhas de luz do acelerador de partículas Sirius, em Campinas, com investimentos de R$ 230 milhões; 3 linhas integraram a Fase 1 do projeto e a 4ª, Tatu, fez parte da Fase 2 do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O Ministério da Educação aplicou R$ 46 milhões na aquisição e reforma do prédio do Instituto Federal de Cotia.
Em moradia e mobilidade, o Ministério das Cidades anunciou investimentos do Minha Casa, Minha Vida em pequenos municípios paulistas, com R$ 41,7 milhões para 315 unidades habitacionais, e outros R$ 118 milhões para a aquisição de 83 ônibus elétricos para São Paulo. Já o Ministério de Portos e Aeroportos anunciou repasse de R$ 68 milhões para concluir a derrocagem do canal de Nova Avanhandava, na hidrovia do Tietê, garantindo navegação segura e ampliando a operação da usina hidrelétrica e do Sistema Interligado Nacional.
O evento faz parte da Caravana Federativa, organizada pela SRI (Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República), que pretende aproximar o Governo dos municípios, apresentando políticas públicas, programas e oportunidades de financiamento, com estandes, oficinas e espaços de diálogo para apoiar prefeitos e equipes técnicas na gestão local.





