A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, afirmou que ele se colocou à disposição do ministro André Mendonça para vir ao Brasil prestar depoimento. O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atualmente mora na Espanha e, por meio dos seus advogados, colocou-se à disposição para esclarecer eventuais dúvidas no inquérito que investiga irregularidades nos descontos associativos do INSS.
Os advogados de Lulinha já confirmaram que o empresário Antonio Carlos Camilo, o Careca do INSS, financiou uma viagem do filho do presidente a Portugal. A defesa disse que Fábio Luís aceitou um convite para acompanhar uma viagem destinada a conhecer a produção de medicamentos à base de canabidiol.
Lulinha nega qualquer irregularidade na relação com o Careca do INSS, preso desde setembro de 2025. Os advogados afirmam que a viagem tinha como único objetivo prospectar negócios com o empresário que, à época, não era investigado.
O Poder360 antecipou que Mendonça autorizou a quebra do sigilo fiscal de Lulinha e está cruzando as informações com as de outros investigados, como o Careca do INSS e a lobista Roberta Luchsinger. O objetivo é ver como foi o fluxo de dinheiro entre contas bancárias de todos os citados.
Em 27 de fevereiro, a defesa de Lulinha pediu esclarecimentos sobre a quebra do sigilo ao considerar que medida é “dispensável, pois não é necessário coagir quem desde o início demonstrou interesse inequívoco em contribuir”.
Na decisão que autorizou a quebra dos sigilos de Lulinha, o ministro André Mendonça determinou que os provedores de internet nos quais o filho do presidente mantém e-mails preservem os arquivos pelo tempo que for necessário para as investigações.
Mendonça é o relator no Supremo da investigação que apura fraudes de descontos ilegais em pagamentos a beneficiários do INSS. O magistrado chegou ao STF em dezembro de 2021, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). Além de relatar a investigação do escândalo do INSS, Mendonça cuida do caso do Banco Master –liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central sob suspeita de ter usado títulos de créditos falsos em seus balanços.





