O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a exploração de petróleo na margem equatorial do Amapá, que fica a cerca de 500 quilômetros da foz do rio Amazonas.
A declaração foi dada durante um evento, na tarde desta segunda-feira (18), na Refinaria de Paulínia (Replan), no interior de São Paulo.
"Vamos no Amapá, tirar o nosso pré-sal da Margem Equatorial", disse Lula ao se direcionar à presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
Desde o anúncio do interesse do governo Lula em conhecer os potenciais da Margem Equatorial, ambientalistas têm demonstrado preocupação com a exploração de petróleo e com eventuais vazamentos que podem impactar na bacia do Rio Amazonas.
"Quando alguém fala que não pode mexer porque a Amazônia... Ninguém tem mais cuidado com a Amazônia que nós. Ninguém tem mais cuidado!", disse Lula em resposta às contestações.
A exploração na região não é unanimidade nem na própria base de Lula. Um dos nomes de Lula para ser candidata ao Senado por São Paulo, Marina Silva, quando ocupava o Ministério do Meio Ambiente, defendeu que a autorização para exploração de petróleo na região não deveria ser uma decisão política, mas uma decisão técnica que deveria ser tomada pelo Ibama.
"A gente vai fazer com a maior responsabilidade do mundo, mas a gente não pode deixar uma riqueza que está há quase 500 km de distância da nossa margem", disse.
Na sequência, Lula voltou criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
"Daqui a pouco o Trump vem e acha que é dele. Ele achou que o Canadá era ele, que a Groenlândia era dele, que o Golfo do México era dele, que o canal do Panamá era dele. Ele não vai dizer que a Margem Equatorial é dele também?", ironizou.
"Nós vamos ocupar. Explorar petróleo com a maior responsabilidade e fazer com que esse dinheiro seja revertido para garantir o futuro desse país", acrescentou Lula.
As declarações de Lula foram dadas nesta segunda durante o anúncio de investimento da Petrobras de R$ 37 bilhões no estado de São Paulo até 2030. O governo federal diz que o investimento irá gerar 38 mil postos de trabalho diretos e indiretos.
Na agenda na Refinaria de Paulínia (Replan), o presidente estava acompanhado da presidente da estatal, Magda Chambriard, e de outros integrantes do primeiro escalão do governo federal.





