• Segunda-feira, 18 de maio de 2026

Dino relata ameaça durante embarque e pede ação de empresas contra discurso de ódio

Ministro do STF afirmou que funcionária de companhia aérea disse que seria “melhor matar do que xingar” ao vê-lo em aeroporto

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (18) ter sido alvo de uma ameaça durante um embarque aéreo e fez um apelo para que empresas reforcem campanhas internas de educação cívica e combate ao discurso de ódio.

Em nota divulgada nas redes sociais, Dino relatou que uma funcionária de uma companhia aérea, ao visualizar um cartão de embarque com seu nome, comentou com um agente da polícia judicial que teria vontade de xingá-lo. Em seguida, segundo o ministro, ela teria afirmado que seria “melhor matar do que xingar”.

“Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF”, escreveu Dino.

O ministro não informou o nome da funcionária, da empresa aérea ou a data do episódio. Segundo ele, o objetivo do relato não era expor pessoas ou companhias, mas alertar para os riscos da radicalização política e do discurso de ódio.

Dino pediu que empresas — especialmente aquelas que lidam diretamente com o público — promovam campanhas internas de orientação e convivência, sobretudo em ano eleitoral.

“Façam campanhas internas de educação cívica para que todos possam conviver em paz, especialmente nesse ano eleitoral, em que muitos sentimentos se acirram”, afirmou.

O ministro também alertou para possíveis riscos à segurança em aeroportos e outros ambientes de prestação de serviço caso episódios semelhantes se tornem recorrentes.

“Imaginemos que outros funcionários, da mesma ou outra empresa aérea, sejam contaminados com idêntico ódio. Isso pode significar até riscos para a segurança de aeroportos e de voos e, por conseguinte, de outros passageiros”, disse.

Dino ainda afirmou que divergências políticas não podem justificar agressões ou ameaças contra cidadãos no exercício de atividades cotidianas.

“Cada um tem sua opinião, suas simpatias e o seu voto individual. Mas um cidadão não pode ter receio de sofrer uma agressão de um funcionário de uma empresa ao consumir um serviço ou produto”, declarou.

Ao final da manifestação, o ministro sugeriu que empresas e entidades empresariais orientem seus funcionários a manterem respeito independentemente de preferências políticas ou ideológicas.

Por: ITATIAIA

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