Lançado pré-candidato ao Senado oficialmente na noite desta terça-feira (2), o deputado federal Domingos Sávio (PL) afirmou que é preciso construir uma chapa forte para o Governo de Minas que inclua tanto viabilidade eleitoral, quanto um projeto sólido para o estado. A primeira opção do partido, segundo ele, é o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que desponta como favorito nas pesquisas de opinião e tem as graças do colega de Parlamento e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).
Durante evento estadual do PL, quando sua pré-candidatura foi chancelada pelo partido, Sávio ainda falou sobre compor com outros nomes da direita em Minas e descartou a possibilidade de apoio ao governador Mateus Simões (PSD), apesar de admitir que há diálogo entre os dois projetos políticos. Contudo, segundo Domingos Sávio, há um comprometimento de Simões com a pré-candidatura ao Planalto de Romeu Zema (Novo), além de críticas à gestão conduzida no Palácio Tiradentes nos últimos dois mandatos.
“A gente não pode assumir a responsabilidade de apoiar uma candidatura sem ter clareza de como será o governo. A gente ouve do Cleitinho aquilo, que eu não tenho dúvida, que ele é uma pessoa honesta, que ele vai procurar fazer o que é certo. Mas é claro, Minas Gerais com a dimensão que tem, tem que ter um planejamento, tem que ter propostas claras, porque a gente terá que mexer na legislação para melhorar uma série de coisas. A gente tem que enfrentar a realidade da segurança pública em Minas Gerais, que precisa sim ser valorizada”, pontuou.
Sávio citou ainda a dívida de Minas com a União, que, de acordo com ele, ainda é um problema a ser navegado pelo próximo governante apesar da aprovação do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que deu aos endividados a possibilidade de refinanciar os débitos com o governo federal. “(O Propag), ao invés de manter Minas Gerais numa uma espécie de moratória sem pagar nada, ele coloca Minas Gerais agora na condição de todo mês ter que pagar alguns milhões de reais e por ano em alguns momentos passa da casa de bilhão de reais de amortização da dívida pública de Minas Gerais”, disse.
“Quer fazer um bom governo, quer apoiar um bom candidato, entendemos que o Cleitinho é um bom candidato, mas a gente precisa discutir uma coligação em que a gente tenha, além de nomes, uma proposta clara de governo para Minas. O PL trata com esta seriedade esse assunto. Obviamente, se não for o Cleitinho, nós teremos, como eu disse, opções dentro do próprio PL ou podemos discutir, inclusive, em outras, com outros partidos”, explicou.
Sobre as escolhas domésticas de candidatura, caso Cleitinho não assuma o compromisso de concorrer nas eleições deste ano, Sávio cita Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim, e Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais.





