• Terça-feira, 2 de junho de 2026

Alcolumbre diz que pressão por CPMI do Banco Master não passa de 'palanque eleitoral'

Senador afirmou que foi alvo de ataques por não ler requerimento de criação da comissão durante sessão do Congresso

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), fez críticas à pressão exercida por parlamentares para a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o Banco Master. Segundo ele, o tema tem sido usado como instrumento de disputa política em um ambiente já marcado pela antecipação do debate eleitoral de 2026: "A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça brasileira estão investigando esse caso. Querem abrir mais uma CPI para fazer palanque eleitoral."

As declarações foram feitas durante uma discussão sobre a tramitação da proposta que trata do fim da escala 6x1, nesta terça-feira (2). Ao defender o papel institucional do Senado, Alcolumbre citou episódios recentes em que, segundo ele, foi alvo de ataques por não ter realizado a leitura do requerimento de criação da CPMI durante uma sessão do Congresso Nacional.

Ao relembrar uma sessão conjunta de deputados e senadores, Alcolumbre afirmou que passou horas sendo criticado por parlamentares que cobravam a instalação da comissão de investigação. Segundo o presidente do Congresso, a pressão ocorreu justamente em uma sessão convocada para votar medidas consideradas importantes para municípios brasileiros, incluindo dispositivos que permitiriam a celebração de convênios e a execução de obras financiadas por recursos federais: "Passei quatro horas sendo ofendido e atacado porque não li o requerimento da CPMI do Banco Master. A pressão não pode substituir o debate institucional."

Na avaliação do senador, o foco da discussão acabou sendo deslocado para a CPMI, deixando em segundo plano temas que, segundo ele, impactam diretamente a população.

Alcolumbre também argumentou que o caso Banco Master já está sendo acompanhado por diferentes órgãos de controle e fiscalização. Sem entrar no mérito das acusações envolvendo a instituição financeira, ele afirmou que há investigações em andamento conduzidas por órgãos como Polícia Federal, Ministério Público e demais entidades responsáveis pela fiscalização do sistema financeiro.

Por isso, questionou a necessidade de transformar o tema em uma disputa política dentro do Congresso. Durante a fala, o presidente do Senado demonstrou preocupação com o que considera uma antecipação permanente do calendário eleitoral brasileiro. Segundo ele, debates relevantes para o país acabam sendo contaminados por disputas políticas e ideológicas, dificultando a construção de consensos no Parlamento. Alcolumbre afirmou que temas complexos exigem análise técnica e institucional, sem que parlamentares sejam pressionados a adotar posições imediatas para atender expectativas de grupos políticos ou mobilizações em redes sociais.

Por: ITATIAIA

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