O JPMorgan Chase informou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), e suas empresas de hotelaria em fevereiro de 2021 que estava encerrando suas contas bancárias. Os documentos foram divulgados na 6ª feira (20.fev.2026) como parte de um processo de US$ 5 bilhões movido por Trump contra o banco e seu CEO, Jamie Dimon, em 16 de janeiro deste ano. As informações são da agência de notícias Reuters.
Diversas empresas cortaram relações com Trump depois do ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio dos EUA por seus apoiadores, incluindo 2 escritórios de advocacia que representavam Trump e a Trump Organization, e a PGA of America, que retirou do clube de Trump em Bedminster, Nova Jersey, a sede do Campeonato PGA de 2022.
O banco não citou nenhum motivo específico para o encerramento das contas em suas cartas de 19 de fevereiro de 2021 para Trump e a Trump Organization. Em um dos documentos, o banco disse que às vezes pode “determinar que os interesses de um cliente não são mais atendidos pela manutenção de um relacionamento com o J.P. Morgan Private Bank”.
O banco já havia dito anteriormente que o processo de Trump não tem fundamento.
Um porta-voz da equipe jurídica de Trump disse à Reuters que a divulgação das cartas é “uma concessão devastadora que comprova toda a alegação do presidente Trump”. O banco “admitiu ter excluído ilegalmente e intencionalmente o presidente Trump, sua família e seus negócios das contas bancárias, causando enormes prejuízos financeiros”, afirmou o porta-voz.
Trump alegou que o JPMorgan, o maior banco dos EUA, encerrou as contas bancárias dele e de suas empresas por motivações políticas. “O JPMorgan Chase desbancou [Trump e seus negócios] porque acreditava que a maré política do momento favorecia fazer isso”, afirma o processo. Os advogados de Trump também alegaram que o JPMorgan colocou o presidente e suas empresas em uma “lista de restrição” reputacional, afetando o acesso dele a milhões de dólares e prejudicando as operações comerciais.
Um porta-voz do JPMorgan respondeu que o banco “lamenta” o processo, mas insistiu que não fechou as contas de Trump por razões políticas. “O JPMC não fecha contas por motivos políticos ou religiosos”, afirmou o porta-voz. “Fechamos contas porque elas criam risco legal ou regulatório para a empresa”, disse.
As cartas de encerramento de conta foram protocoladas na 6ª feira como parte de uma moção em que o JPMorgan busca transferir o processo de Trump do tribunal federal de Miami para Nova York. “As fortes ligações desta disputa com Nova York reforçam este resultado”, disse o banco em sua moção.





