• Sábado, 28 de março de 2026

Itens da Ku Klux Klan são achados em departamento nos EUA

Material inclui documentos, vestimentas e listas de integrantes; objetos foram enviados para digitalização no Mississippi.

Funcionários do Departamento de Segurança Pública do Mississippi encontraram um acervo de materiais da Ku Klux Klan ao esvaziarem um armário durante a mudança de sede da corporação.

A descoberta foi revelada pelo jornal local Mississippi Today e inclui itens que, segundo o veículo, pertenceram aos Cavaleiros Brancos –considerada a facção mais violenta da Ku Klux Klan na década de 1960.

Entre os objetos encontrados estavam:

A Ku Klux Klan, também conhecida pela sigla KKK, foi uma organização supremacista branca extremista, fundada no pós Guerra Civil nos Estados Unidos. Praticava ações violentas, muitas vezes consideradas terroristas, contra a população negra, majoritariamente. Também era antissemita e tinha um discurso xenofóbico. Foi classificado como um grupo de ódio.

Segundo o departamento, os materiais provavelmente foram reunidos por investigadores na década de 1960, quando autoridades monitoravam atividades da organização no Estado, e permaneceram armazenados como evidência. A corporação afirma que os itens são históricos e não indicam qualquer atividade atual da organização.

Em 1960, forças de segurança atuaram em casos ligados ao grupo. Em 1964, após o assassinato dos ativistas James Chaney, Andrew Goodman e Michael Schwerner, um policial rodoviário informou ao FBI a localização dos corpos. Também naquele ano, o então governador Paul Johnson Jr. demitiu agentes identificados como integrantes da organização.

A descoberta lança luz sobre a atuação histórica da KKK no Mississippi, um dos principais redutos do grupo durante o movimento pelos direitos civis nos EUA.

O material foi entregue ao Mississippi Department of Archives and History para processamento e digitalização, com previsão de acesso público.

Segundo o comissário de Segurança Pública e ex-senador do Mississippi, Sean Tindell (Partido Republicano), a preservação dos artefatos ajuda a certificar que “gerações futuras nunca sejam desviadas por esse ódio”.

De acordo com Barry White, diretor do organismo de arquivos estaduais, o conjunto é “particularmente significativo” por reunir registros administrativos e materiais de propaganda de uma organização conhecida pelo sigilo.

Os materiais trazem à tona a atuação dos Cavaleiros Brancos, grupo liderado por Sam Bowers, que organizou o grupo no Mississippi em 1962 para resistir à dessegregação racial e ao avanço dos direitos civis da população negra no país.

Documentos da época indicam que o grupo se apresentava como uma “organização militante cristã” e difundia propaganda contra líderes dos direitos civis, como Martin Luther King Jr.

Por: Poder360

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