Nenhum Estado tem o direito de reivindicar, policiar ou ocupar águas internacionais, mas Israel fez isso, estendendo seu controle para fora e ocupando o Mar Mediterrâneo na costa da Europa, acrescentou. O Ministério das Relações Exteriores de Israel chamou na quinta-feira os organizadores da flotilha de "provocadores profissionais" e disse que suas forças agiram legalmente."Isso é pirataria", disse o grupo em comunicado. "É a captura ilegal de seres humanos em mar aberto perto de Creta, uma afirmação de que Israel pode operar com total impunidade, muito além de suas próprias fronteiras, sem consequências."
Imagens divulgadas pelos organizadores mostraram soldados israelenses abordando um navio e a tripulação com coletes salva-vidas e as mãos para cima. Os membros da tripulação foram então levados para navios israelenses. Em outubro do ano passado, os militares israelenses interromperam uma flotilha anterior montada pela mesma organização, prendendo a ativista sueca Greta Thunberg e mais de 450 participantes. Isso se seguiu a outras tentativas marítimas de chegar à Gaza bloqueada. Israel, que controla todo o acesso à Faixa de Gaza, nega a retenção de suprimentos para seus 2 milhões de habitantes. No entanto, os palestinos e os órgãos de ajuda internacional afirmam que os suprimentos que chegam ao território ainda são insuficientes, apesar de um cessar-fogo alcançado em outubro que incluía garantias de aumento da ajuda. *É proibida a reprodução deste conteúdo Relacionadas"Devido ao grande número de embarcações que participaram da flotilha e ao risco de escalada, e à necessidade de evitar a violação de um bloqueio legal, foi necessária uma ação antecipada de acordo com o direito internacional."
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