O presidente da Rússia, Vladimir Putin, propôs um cessar-fogo na guerra contra a Ucrânia durante o “Dia da Vitória”, celebrado em 9 de maio, data que marca a vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.
Segundo o Kremlin, a proposta foi discutida com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em conversa telefônica realizada nesta quarta-feira (29). De acordo com o assessor diplomático Yuri Ushakov, Putin afirmou estar preparado “para declarar um cessar-fogo durante as comemorações do Dia da Vitória”. Ushakov disse ainda que Trump “apoiou ativamente esta iniciativa”, destacando que a data celebra uma “vitória comum”.
O Dia da Vitória é uma das principais datas do calendário russo e reúne amplo consenso político no país. Tradicionalmente, a celebração é marcada por grandes desfiles militares na Praça Vermelha, em Moscou, e em outras cidades, com exibição de armamentos, tanques, aeronaves e mísseis.
Neste ano, no entanto, os eventos devem ser reduzidos por razões de segurança, diante da possibilidade de ataques ucranianos. Desde 2023, a Ucrânia passou a comemorar o fim da Segunda Guerra Mundial em 8 de maio, alinhando-se aos países ocidentais.
Na semana passada, a União Europeia aprovou um pacote de empréstimos para apoiar a Ucrânia em suas necessidades econômicas e militares pelos próximos dois anos, em meio à guerra. O bloco também anunciou novas sanções contra a Rússia. A Ucrânia depende do financiamento europeu, estimado em 90 bilhões de euros (cerca de US$ 106 bilhões), para sustentar a economia afetada pelo conflito e reforçar sua capacidade de defesa.
A aprovação do pacote ocorreu após a retomada do fluxo de petróleo russo para a Eslováquia por meio do oleoduto Druzhba, que atravessa o território ucraniano. O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, classificou a retomada como “boa notícia”. Apesar das sanções, Hungria e Eslováquia seguem dependentes da energia russa, diferentemente da maioria dos países da União Europeia, que busca reduzir a importação de petróleo de Moscou, fonte de financiamento da guerra, que já entra no quinto ano.





