A relação diplomática entre os Estados Unidos e a Venezuela deu um novo passo nesta quinta-feira (30). Pela primeira vez em sete anos, os países realizaram um voo direto saindo de Miami, na Flórida, com destino a Caracas, capital do país sul-americano.
Executivos, representantes do governo estadunidense e uma multidão de jornalistas estavam a bordo do voo 3599 Envoy Air, subsidiária da companhia American Airlines, que decolocou às 10h26 horário local (11h26 horário de Brasília). No portão de embarque D55 também estava presente o embaixador da Venezuela nos Estados Unidos, Félix Plasencia.
A America Airlines iniciou suas conexões com a Venezuela em 1987 e afirma ser a maior companhia norte-americana a operar no país antes da suspensão de voos em 2019. Agora, a companhia planeja operar com um voo diário de ida e volta, entre Miami e Caracas, com aviões comerciais Embraer 175 por meio da Envoy Air, a partir de 21 de maio.
Em fevereiro, a Envoy Air apresentou um pedido para retomar as conexões entre Miami e Caracas, que foi aprovado pelo governo dos Estados Unidos em março. A autorização, que também prevê voos para a cidade de Maracaibo, tem duração de dois anos.
Mesmo com os voos autorizados, o Departamento de Estado dos EUA desaconselha os cidadãos norte-americanos a viajarem para a Venezuela, país classificado no nível 3 em uma escala de 4, "devido aos riscos relacionados à criminalidade, aos sequestros, ao terrorismo e à insuficiência das infraestruturas de saúde", segundo o último aviso de viagem, datado de 19 de março.
Após uma operação dos Estados Unidos que capturou Nicolás Maduro em janeiro deste ano, Washington decidiu, com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, restabelecer as relações diplomáticas rompidas em 2019.
No fim do mês de março, a embaixada dos Estados Unidos em Caracas retomou suas atividades, enquanto a Venezuela voltou a assumir o controle de sua representação em Washington. Além disso, o presidente norte-americano, Donald Trump, está flexibilizando gradualmente as sanções contra o país sul-americano.
Por outro lado, a Venezuela reformou suas leis de hidrocarbonetos e de mineração, para abrir espaço ao capital privado em um país que possui as maiores reservas de petróleo do mundo.





