O saldo do IDP (Investimento Direto no País) foi de US$ 77,7 bilhões em 2025. Esse foi o maior valor anual desde 2018, quando somou US$ 78,2 bilhões. O BC (Banco Central) divulgou o resultado nesta 2ª feira (26.jan.2026). Eis a íntegra do comunicado (PDF – 290 kB).
Os dados do BC mostram o saldo da entrada e saída de capital voltado a ganhos de longo prazo, como na área de negócios, empresas, aberturas de filiais multinacionais, obras de infraestrutura, instalação de novas fábricas, compra de participação em companhias nacionais e outros.

A entrada líquida de investimento subiu 4,8% em relação a 2024.
O Poder360 mostrou que, até novembro, o investimento direto no país tinha o maior valor em 13 anos no acumulado de 2025, de US$ 84,2 bilhões. O saldo foi negativo em dezembro. As saídas líquidas somaram US$ 5,25 bilhões em dezembro. O saldo negativo foi o maior para o mês na série histórica, com início em 1995.

Segundo o Banco Central, o saldo de US$ 77,7 bilhões do IDP representou 3,41% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2025. Havia sido de 3,39% do PIB em 2024.
O BC disse que o ingresso líquido em participação no capital somou US$ 62,4 bilhões, com queda de 3,5% em 1 ano. Os reivestimentos recuaram 21,3% em 2025. Os ingressos de investimentos exceto lucro revinvestidos aumentaram 14,2%.
A entrada líquida de operações intercompanhia totalizou US$ 15,3 bilhões, ante US$ 5,8 bilhões do ano anterior.
No ano de 2025, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram ingressos líquidos de US$ 15,3 bilhões, resultado de saídas líquidas de US$ 4,9 bilhões em ações e fundos de investimentos e ingressos líquidos de US$ 20,2 bilhões em títulos de dívida.
As transações correntes das contas externas do Brasil registraram deficit de US$ 68,8 bilhões em 2025. Foi o maior saldo negativo para o ano desde 2014, quando totalizou US$ 110,5 bilhões. O BC (Banco Central) divulgou o resultado nesta 2ª feira (26.jan.2026).
O deficit de 2025 aumentou 4% em relação a 2024. O levantamento considera o saldo da balança comercial (exportações e importações), os serviços adquiridos por brasileiros no exterior, e a renda, como remessa de juros, lucros e dividendos para outros países. Entram na conta, por exemplo, os serviços de streaming (como Netflix, Spotify, etc.) e os serviços de telecomunicações, como cloud e software.





