O estado de Idaho, no Norte dos Estados Unidos, enfrenta uma crise sanitária por conta da proliferação de ratos na região, que teve um dos maiores aumentos populacionais dos últimos anos. A proliferação dos roedores tem sido tema de debates e proposições conjuntas dos deputados republicanos e democratas da assembleia local.
As discussões, entretanto, terminaram sem a aprovação de nenhuma proposta, entre elas, a listagem do rato-norueguês e o rato-de-telhado, ambos nativos da Ásia, como espécies invasoras e passíveis de intervenção estatal.
“Suspeita-se que esses ratos basicamente pegaram carona em contêineres de armazenamento que transportavam móveis de residências em alguma grande cidade da Costa Oeste para Idaho”, disse o senador estadual Steve Berch
“As pessoas estão se mudando para todas as partes de Idaho, o que significa que esses ratos podem aparecer em qualquer lugar do estado”, completou. Não existem estudos que comprovem a relação entre o fluxo migratório e o aumento da presença de roedores na região.
Os moradores de Idaho se referem ao grupo de imigrantes como “COWs”, sigla para os estados da Califórnia, Ohio e Washington, que apresentam maior relação migratória com o local.
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Pesquisas publicadas pela revista Science sugerem que os ratos estão prosperando em meio a um clima mais quente e uma população humana mais densa, ambas características de Idaho. Independentemente da origem dos ratos, os canais de irrigação que serpenteiam pelo Vale do Tesouro oferecem vias convenientes para roedores que são excelentes nadadores.
O estado, entretanto, não é o único que enfrenta sérios problemas com ratos nos Estados Unidos. Nova York declarou, em 2025, uma guerra aos roedores que infestam as ruas e metrôs da megalópole global.
Em 2022, o prefeito da época, Eric Adams publicou uma vaga para “diretor de controle de roedores”, a quem chamou de “czar dos ratos”, que precisaria ter “atitude destemida, humor sagaz e uma aura geral de durão”, de acordo com o descritivo da oportunidade.
O cargo oferecia um salário entre US$ 120.000 e US$ 170.000, muito acima da renda familiar média da cidade de Nova York, que era de US$ 67.000 no momento.
A decisão de anunciar uma guerra contra os roedores no estado surgiu quando alguns moradores afirmaram estar com medo de deixar seus filhos andarem nas calçadas. Mediante o temor, as autoridades deixaram de usar gás para sufocar os roedores em tocas e passaram a utilizar ferramentas de mapeamento de alta tecnologia para tentar esterilizar a população.
(Sob supervisão de Rayllan Oliveira)





