• Quinta-feira, 16 de abril de 2026

Inter debate futuro das duplicatas escriturais em evento para PJ

Digitalização de duplicatas promete reduzir fraudes e ampliar liquidez para o setor produtivo; mudanças entram em vigor em junho de 2026

Inter realiza nesta quinta-feira (16), em Belo Horizonte, um encontro voltado para clientes de Pessoa Jurídica (PJ) com foco em duplicatas escriturais.

O evento, realizado em parceria com a Nuclea, provedora de infraestrutura para o mercado financeiro, visa preparar as empresas para as novas diretrizes de duplicata escritural do Banco Central (BC), que entram em vigor, de forma gradual, a partir de junho deste ano.

O evento ocorre no Inter Café do bairro Belvedere, região Centro-Sul de Belo Horizonte, e tem o objetivo de abordar desde conceitos básicos até o panorama regulatório e as oportunidades de crédito geradas pela Resolução 339/2023 do BC. A programação conta com:

De acordo com o diretor de Varejo PJ do Inter, Marcello Marcomini, a meta é posicionar a instituição como parceira central das empresas desde o primeiro dia da fase de produção assistida, dentro da estratégia da companhia de atendimento das principais demandas do público empresarial.

O evento conta com clientes convidados em Belo Horizonte, e será expandido para outras cidades, como São Paulo

Atualmente, estima-se que apenas 20% do volume emitido em duplicatas no Brasil seja utilizado como lastro em operações de crédito. A nova regra busca inverter esse cenário ao tornar o registro eletrônico obrigatório para antecipações ou garantias, aumentando a transparência e a segurança das operações, além de facilitar o acesso a diferentes instituições financeiras e reduzir riscos de fraude.

"Acreditamos que fomentar o crédito é fundamental para ajudarmos nossos clientes a continuarem crescendo”, afirma o diretor do Inter. Para Marcomini, a digitalização do ativo traz ainda mais segurança jurídica e clareza nas obrigações financeiras.

A duplicata é um título de crédito utilizado em vendas a prazo principalmente entre empresas. Na prática, funciona como um documento que comprova a obrigação de pagamento por parte do comprador.

A duplicata escritural mantém a mesma lógica, mas é emitida e controlada de forma totalmente eletrônica por entidades autorizadas pelo BC.

As principais alterações incluem:

As mudanças estabelecidas pelo BC serão aplicadas em fases, permitindo uma transição controlada para o mercado, o cronograma previsto é:

Por: Redação

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