O senador Carlos Viana (PSD) avalia que a rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) indica que o Senado Federal tem maior possibildiade de votar impeachments de ministros do tribunal nos próximos anos.
Em entrevista ao Jornal da Itatiaia na manhã desta quinta-feira (30), Viana afirmou que a votação representou uma derrota para o governo Lula e para o Supremo.
“O Supremo, nos últimos anos, tem tomado decisões monocráticas que invadem as prerrogativas do Congresso Nacional. Existem os freios e contrapesos. O Congresso é que vota as leis e o Supremo atua para fazer as leis serem cumpridas. Isso não vem acontecendo. Ontem, tivemos o saldo do sentimento de que precisamos reagir. A possibilidade de um impeachment de ministro do STF por crimes se torna muito mais viável e possível diante do quadro de derrota de Messias e na mudança que teremos em outubro, possivelmente vão se renovar cadeiras e novos senadores chegaram dispostos a discutir esse assunto”, avaliou Viana.
O parlamentar mineiro declarou que votou contra Messias e afirmou que a rejeição foi um recado às decisões recentes do STF.
“Eu votei contra. Minha posição foi muito clara desde o início. Apesar de ser evangélico como Messias, de termos conversado sobre a escolha dele, da carreira dele, há um sentimento, principalmente da minha parte, de que nós não podemos mais aceitar a indicação de ministros militantes. Já nos basta os que temos hoje, em atuação”, disse.





