“A digitalização ampliou a exposição de todos os grupos etários. No caso das pessoas de 60+, ainda que a intensidade de uso da internet tende a declinar, há vulnerabilidades específicas, especialmente em golpes que envolvem o uso fraudulento de dados pessoais”, diz Irineu Barreto, analista de pesquisas da fundação.
Métodos fraudulentos
A Seade analisou algumas modalidades de golpes efetivamente aplicados. Entre a população idosa, destacou-se a abertura de contas bancárias ou contratação de empréstimos não autorizados. A situação atinge 12% das pessoas acima dos 60 anos, a maior proporção entre os grupos etários. Também merecem destaque os dados relativos à ocorrência de compras online fraudulentas. Ao menos 40% dos moradores do estado de São Paulo relataram ter comprado pela internet e constatado que a loja ou o vendedor eram inexistentes. Entre os indivíduos com 60 anos ou mais, a proporção é menor (26%). Porém, o grupo protagoniza a maior proporção de pessoas que nunca realizaram compras pela internet. Isso demonstra que o grupo não está menos suscetível a golpes, apenas menos conectado. Matéria alterada às 18h25 para corrigir informação no terceiro parágrafo. A pesquisa entrevistou 14.450 pessoas – e não 400, como informado inicialmente pela Seade. Relacionadas
Médica é morta a tiros por policiais militares em abordagem no Rio
Entidades repudiam ataques a jornalistas que cobrem Bolsonaro
Senado vai premiar instituições que combatem violência contra a mulher





