O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou na manhã desta 3ª feira (3.fev.2026) que sugeriu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o nome de Tiago Cavalcanti, professor da cátedra de Economia da Universidade de Cambridge, para a diretoria de Política Econômica do BC (Banco Central). Outro nome apontado pelo ministro foi o de Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica da Fazenda.
Em entrevista à rádio BandNews FM, Haddad declarou, no entanto, que Lula ainda não tomou uma decisão. “Posso te atestar que o presidente não convidou ninguém ainda. Três semanas atrás ele disse que ia nos chamar [a ele e a Gabriel Galípolo, presidente do BC] para conversar oportunamente sobre o assunto. Essa reunião ainda não aconteceu”, disse.
Segundo o ministro, esses 2 nomes foram apontados a Lula em novembro. Ele negou que suas sugestões teriam a intenção de interferir politicamente, em ano eleitoral, na gestão do BC, como uma redução da taxa de juros. O Copom (Comitê de Política Monetária), na última reunião, manteve a Selic em 15% ao ano.
Questionado sobre a repercussão que o nome de Mello teve no mercado, de que seria um nome “muito petista” para a vaga, Haddad respondeu: “O passado fascista de outras pessoas eu não critico. Cada um tem uma opinião sobre as coisas”.
Haddad qualificou ainda como “deselegante” a reação de alguns ex-diretores do BC e falou em “ação orquestrada” contra a indicação de seu secretário. Ex-diretores da autarquia fizeram declarações na 2ª feira (2.fev) em condição de anonimato ao jornal O Estado de S. Paulo sobre Mello.
“O mais arrogante dos ex-diretores que falou aos jornais colocou a Selic em 2% e o câmbio desvalorizou 40%. Aliás, acredito que tenha sido um grande responsável pela derrota do bolsonarismo nas eleições”, afirmou em referência ao pleito de 2022.
Em defesa de Mello, o ministro acrescentou que tanto o nome dele próprio quanto o do atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, também “enfrentaram resistência da Faria Lima”.





