• Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Governo se manifesta sobre PIB abaixo da expectativa no 3º trimestre

Ministério da Fazenda cita taxa de juros como fator de impacto no setor de serviços, mas mantém otimismo para resultado anual

O Ministério da Fazenda divulgou uma nota informativa, nesta quinta-feira (4/12), sobre o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, que foi de 0,1%. No comunicado de nove páginas, é admitida a frustração com o resultado  um “pouco “. A pasta cita o impacto da taxa de juros elevada, mas mantém otimismo ao sinalizar que o “viés de revisão para o PIB de 2025 é de alta”. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma expansão de 0,1% para o intervalo de julho a setembro, o que frustrou as expectativas do governo e de parte do mercado. A Secretaria de Política  Econômica (SPE) da Fazenda esperava 0,3%. O PIB do Brasil Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, em um ano. A divulgação é feita trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Uma alta significa que a economia está crescendo em um ritmo bom. Por outro lado, um recuo implica encolhimento da produção econômica da nação. A estimativa do Banco Central (BC) para o crescimento da atividade econômica do país neste ano é de 2,0%. Já o Ministério da Fazenda projeta uma expansão mais otimista, de 2,2%. Para o mercado financeiro, o PIB do Brasil avançará 2,16% em 2025. Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%, ante crescimento de 3,2% no ano de 2023. O mercado financeiro esperava, na mediana das previsões, um resultado de PIB para o terceiro trimestre de 0,2%. A perspectiva já sinalizava uma desaleração na atividade econômica uma vez que no segundo trimestre o IBGE apontou resultado de 0,4%. Os setores produtivos agropecuária (0,4%) e a indústria (0,8%) tiveram alta, conforme o IBGE. Já o setor de serviços, que tem maior peso na economia, ficou praticamente estável (0,1%). Um dos destaques da equipe econômica do governo federal é a desaceleração no consumo das famílias, que passou de 1,8% para 0,4% do segundo para o terceiro trimestre. “A desaceleração do consumo está associada ao desaquecimento dos mercados de trabalho e crédito no terceiro trimestre, em resposta aos impactos defasados da política monetária restritiva”, diz a Fazenda na nota informativa, numa crítica aos juros definidos pelo Banco Central. A está em 15%. O entendimento do governo é que este patamar não é o mais adequado e estaria atrapalhando o crescimento econômico. Na nota divulgada à imprensa, a equipe econômica da Fazenda reconhece a menor perspectiva de avanço no setor de serviços, o maior da economia, mas prevê uma revisão para cima no crescimento da agropecuária e da indústria. “Considerando todas essas mudanças, o viés de revisão para o PIB de 2025 é de alta. O carregamento estatístico até o terceiro trimestre já é de 2,2%, similar ao crescimento que a (SPE) projetava antes para o ano. No entanto, a expectativa continua sendo de crescimento positivo na margem ainda no quarto trimestre, repercutindo, principalmente, uma leve melhora no desempenho dos serviços”, diz a nota. Os resultados Confira os destaques do PIB em comparação ao trimestre anterior: Agropecuária: 0,4% Indústria: 0,8% Serviços: 0,1% Formação Bruta de Capital Fixo (Investimentos): 0,9% Consumo das famílias: 0,1% Consumo do governo: 1,3% Exportações: 3,3% Importações: 0,3%
Por: Metrópoles

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