• Domingo, 31 de maio de 2026

Governo cria subsídio de R$ 1,12 por litro para diesel até dezembro em meio a crise do petróleo

Nova medida unifica os programas de auxílio ao combustível e busca reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo sobre o diesel, transporte, a logística e o abastecimento no Brasil.

O governo federal anunciou a criação de um novo subsídio para o diesel no valor de R$ 1,12 por litro, válido entre 1º de junho e 31 de dezembro de 2026. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União e tem como objetivo reduzir os impactos da disparada dos preços internacionais do petróleo, pressionados pelo agravamento do conflito no Oriente Médio.

A iniciativa substitui os programas emergenciais adotados desde março e passa a estabelecer um valor único de benefício para produtores e importadores autorizados, numa tentativa de garantir o abastecimento nacional e evitar novas altas nos preços dos combustíveis.

Governo unifica subsídios do diesel

Segundo a Medida Provisória publicada pelo governo, o novo programa busca estabilizar preços e assegurar a oferta de diesel rodoviário no país, diante das incertezas provocadas pelo cenário geopolítico internacional.

Até agora, vigoravam dois modelos diferentes de auxílio:

  • MP nº 1.340, de março, que concedia subsídio de R$ 0,32 por litro;
  • MP nº 1.349, de abril, que elevou o benefício para R$ 0,80 por litro no diesel nacional e R$ 1,20 por litro no combustível importado.
  • Com a nova regra, o valor passa a ser unificado em R$ 1,12 por litro, independentemente da origem do combustível.

    Quem poderá receber o benefício

    O subsídio do diesel será destinado a produtores e importadores autorizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para participar do programa, as empresas precisarão:

  • aderir formalmente à política;
  • comprovar o repasse do benefício ao preço de venda;
  • informar os descontos nas notas fiscais eletrônicas;
  • cumprir os requisitos definidos pela ANP.
  • A agência também ficará responsável pela apuração dos valores devidos e pelo pagamento dos recursos aos beneficiários. O prazo previsto para os repasses é de até 30 dias após a apresentação da documentação exigida.

    Impacto para o agronegócio e o transporte

    O diesel é um dos principais componentes dos custos logísticos do agronegócio brasileiro. O combustível movimenta caminhões responsáveis pelo transporte de grãos, fertilizantes, defensivos agrícolas, animais vivos e alimentos industrializados em todo o país.

    Com a proximidade da segunda safra de milho, do escoamento de diversas culturas e da intensificação do transporte rodoviário no segundo semestre, qualquer elevação significativa no preço do diesel tem potencial para pressionar fretes e reduzir margens dos produtores rurais.

    Nesse contexto, a manutenção do subsídio é vista pelo governo como uma medida para evitar repasses mais agressivos aos consumidores e minimizar impactos sobre a inflação dos alimentos.

    Programa poderá ser revisado

    Apesar de ter validade até o final do ano, a medida não é definitiva. O texto autoriza o Ministério da Fazenda a revisar o programa a cada dois meses, podendo alterar os valores ou até suspender a subvenção, desde que haja comunicação prévia aos beneficiários.

    A decisão dependerá da evolução do mercado internacional de petróleo, do comportamento dos preços internos dos combustíveis e das condições fiscais do governo federal.

    Medida ainda será analisada pelo Congresso

    A Medida Provisória já entrou em vigor, mas ainda precisará ser apreciada pelo Congresso Nacional para se transformar definitivamente em lei. Até lá, o programa segue válido e deverá começar a produzir efeitos a partir deste domingo, 1º de junho.

    Para o setor produtivo, especialmente o agronegócio e o transporte de cargas, a medida representa uma tentativa de reduzir a volatilidade dos custos logísticos em um momento de forte instabilidade no mercado global de energia.

    Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias.

    Por: Redação

    Artigos Relacionados: