Ela explica que, culturalmente, a mulher sempre foi uma extensão da propriedade privada do marido.“É um problema cultural da nossa sociedade, que vem da educação. Não tem 100 anos que as mulheres entraram no mundo público e da iniciativa privada e que saíram das suas casas para entrar em empresas, na área política. O voto é da década de 1930 e ainda assim começou muito pequeno e com grande resistência", diz.
Gleisi Hoffmann confirmou que o seminário desta quarta-feira é resultado das primeiras deliberações do Pacto Brasil entre os Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) para enfrentar o feminicídio e outras violências. A iniciativa conjunta foi lançada em fevereiro, em um momento de aumento a violência letal contra mulheres. O pacto é focado em prevenção, proteção, responsabilização e garantia de direitos e visa integrar ações e fortalecer a rede de atendimento.“O Código Civil dizia isso até pouco tempo atrás. A mulher tinha que pedir permissão para tudo: para sair, para estudar, para fazer outras coisas. O papel dela era ficar em casa no cuidado”, recordou a ministra da SRI/PR, Gleisi Hoffmann.
Conselhão
O seminário Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres do Conselhão reúne, durante toda esta quarta-feira, autoridades e representantes de instituições públicas, do setor privado e da sociedade civil. Entre os presentes, está a ativista brasileira Maria Penha Maia Fernandes, que após duas tentativas de feminicídio lutou para que seu agressor viesse a ser condenado. A farmacêutica dá nome ao principal mecanismo para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher do Brasil: a Lei Maria da Penha (nº 11.340/2006).Ligue 180
Em caso de violência contra a mulher, ligue gratuitamente 180. A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 oferece orientação, acolhimento e encaminhamento de denúncias. O atendimento também pode ser realizado pelo WhatsApp, no número (61) 99610-0180. O serviço público e sigiloso funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive nos feriados e pode ser usado por mulheres em situação de violência ou qualquer pessoa que queira denunciar uma situação de violência contra a mulher. A central também informa sobre direitos, garantias e serviços especializados. Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar do estado, por meio do telefone 190. Relacionadas
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