A trajetória alimentar da Gisele Bündchen, conhecida mundialmente não apenas pela carreira, mas também pelo estilo de vida saudável, ganhou novos contornos após a revelação de que a modelo decidiu abandonar a dieta vegana por questões de saúde. O relato, presente em seu livro Nutrir: receitas simples para corpo e alma, expõe os desafios enfrentados durante o período em que excluiu totalmente alimentos de origem animal.
A decisão não foi ideológica, mas fisiológica. Ao longo dos anos, Gisele buscou alinhar alimentação, bem-estar e consciência ambiental, adotando uma dieta baseada exclusivamente em vegetais. No entanto, os impactos no organismo começaram a surgir — e foram determinantes para a mudança.
Segundo a própria modelo, um dos principais problemas enfrentados foi a dificuldade em manter níveis adequados de ferro no organismo. Mesmo com estratégias nutricionais e suplementação, os resultados não foram satisfatórios.
Relatos indicam que Gisele chegou a desenvolver episódios de anemia, condição associada à baixa ingestão ou absorção de ferro — nutriente abundante em carnes, especialmente as vermelhas.
Para tentar compensar a ausência de carne, ela aumentou o consumo de alimentos como feijão e vegetais ricos em ferro. No entanto, esse ajuste trouxe um novo problema.
A tentativa de suprir a carência nutricional com fontes vegetais acabou resultando em desconfortos digestivos importantes. O consumo frequente de feijão e outros grãos passou a provocar inchaço, gases e sensação de mal-estar, impactando diretamente sua qualidade de vida.
Especialistas explicam que, embora o feijão contenha ferro, trata-se do tipo não-heme, com menor biodisponibilidade, além da presença de compostos que dificultam sua absorção.
Esse cenário reforça um ponto central: nem sempre substituir alimentos garante o mesmo efeito nutricional no organismo.
Outro fator decisivo para a mudança foi a relação cultural com a alimentação. Natural do Rio Grande do Sul, Gisele destacou que cresceu em um ambiente onde o consumo de carne — especialmente o churrasco — fazia parte da rotina familiar.
A ausência desse hábito gerou não apenas impactos físicos, mas também emocionais. A modelo relatou sentir falta da carne durante o período em que seguiu dietas vegetarianas e veganas, o que contribuiu para a decisão de reintroduzir alimentos de origem animal.
Após retomar o consumo de proteína animal, Gisele afirma ter percebido uma melhora significativa na saúde, especialmente em relação aos níveis de energia e equilíbrio nutricional.
Atualmente, sua alimentação segue um modelo mais flexível e equilibrado: cerca de 80% baseada em vegetais e 20% composta por alimentos de origem animal, priorizando carnes de alta qualidade e origem controlada.
PolêmicaA experiência da supermodelo reacendeu discussões relevantes sobre o veganismo. Especialistas reforçam que dietas veganas podem ser saudáveis e completas, desde que bem planejadas e acompanhadas por profissionais.
No entanto, o caso evidencia que cada organismo responde de forma diferente — e que deficiências nutricionais podem surgir quando não há monitoramento adequado.
Além do ferro, nutrientes como vitamina B12, ômega-3, zinco e cálcio também exigem atenção em dietas restritivas.
Mais do que defender ou criticar o veganismo, o relato de Gisele Bündchen deixa uma mensagem clara: a alimentação ideal é aquela que funciona para o seu corpo.
Ao abandonar rótulos e priorizar o equilíbrio, a modelo reforça a importância de ouvir os sinais do organismo e adaptar hábitos alimentares de forma individualizada — um conceito cada vez mais valorizado na nutrição moderna.
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