O advogado Renato Galuppo, especialista em direito eleitoral e participante do Congresso Mineiro de Municípios, realizado nesta terça-feira (5) no Expominas, destacou os desafios que o uso da inteligência artificial deve trazer para o processo eleitoral.
Em entrevista à Itatiaia, Galuppo avaliou que ainda não é possível afirmar que campanhas estejam totalmente preparadas para lidar com a tecnologia. Segundo ele, a rápida evolução das ferramentas digitais dificulta a adaptação. “É uma tecnologia disruptiva, em constante evolução. Hoje já existem perfis de avatares que simulam pessoas reais, o que pode induzir muitos usuários ao erro”, explicou.
O especialista também chamou atenção para o avanço das chamadas “deep fakes”, que simulam falas e imagens de pessoas reais fora de contexto. Para ele, embora o Tribunal Superior Eleitoral já tenha estabelecido regras para o tema, a velocidade das mudanças tecnológicas ainda representa um grande desafio para a regulamentação.
Galuppo ressaltou ainda que o uso da inteligência artificial não se limita às campanhas oficiais. Ele alertou que eleitores também podem utilizar ferramentas como Google Gemini e ChatGPT para criar conteúdos manipulados. Nesse cenário, candidatos podem até ser responsabilizados por ações de terceiros.
“Com poucos recursos, qualquer pessoa consegue criar realidades que não existem ou conteúdos manipulados. Isso amplia o desafio para a Justiça Eleitoral e para os próprios candidatos”, afirmou.





