• Terça-feira, 5 de maio de 2026

Gabriel rechaça ser nome de Lula em MG: 'não tolero que eleição se limite a montar palanque'

Ex-presidente da Câmara de BH se reafirmou como um dos poucos nomes a declarar abertamente sua pré-candidatura em entrevista no 41° Congresso Mineiro de Municípios

O ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) e pré-candidato ao Governo de Minas, Gabriel Azevedo (MDB), refutou a ideia de ser o nome apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa mineira diante da indefinição sobre a candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSB), integrantes petistas veem com bons olhos a tentativa de se aproximar do ex-vereador de BH, como mostrou a Itatiaia.

“Eu não topo e não tolero que a eleição para governador da segunda unidade da federação deste Brasil, desta República Federativa, se é simplesmente simplifique-se numa questão de montar palanque. Eu quero ser o cara que fale de ferrovias e de como é que elas vão ser viabilizada. E ferrovia tem o trilho esquerdo, tem o trilho direito, por trem seguir no centro e adiante. Eu quero discutir a aprendizagem nas escolas. Eu quero falar de como é que o bolso do cidadão não está dando conta do boleto e ainda assim tem uma estrada que vai prejudicar o carro e vai custar mais no mecânico. Isso é que eu quero discutir”, afirmou em entrevista à Itatiaia durante o 41° Congresso Mineiro de Municípios, sediado no Expominas, em BH.

Com um cenário eleitoral indefinido, Gabriel aparece como um nome com menos rejeição de partidos de esquerda em comparação a outros pré-candidatos como o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o atual governador Mateus Simões (PSD). Gabriel também falou sobre a privatização da Copasa, a qual se declarou contrário durante a votação do tema na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Apesar do posicionamento, ele não considera mais possível voltar atrás na decisão de conceder a estatal de saneamento à iniciativa privada, mas deseja repensar o modelo de desestatização.

“O que nós temos que gabrichar agora é a discussão do modelo, da modelagem. Para onde vai a outorga? Ou seja, a venda dessa estatal não pode ir para o caixa simples do estado. Tem que valorizar sobretudo o investimento em água e esgoto nos pequenos municípios. A Arsae (Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais) tem que ter participação de vereadores e prefeitos para acompanhar a meta. E a meta, ela não pode ser geral. Ah, tantos porcentos dos municípios tem agora água. Pera lá. Quais são? Qual que é o fluxo? Qual que é a pressão? Qual que é a qualidade da água? Tem água terça e quinta? Nos outros dias é balde? Então, essa discussão localizada com apoio de vereadores prefeito, tem que acontecer com intensidade agora, sempre da minha parte, respeitando as instituições”, afirmou.

Por: ITATIAIA

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