• Terça-feira, 24 de março de 2026

Fórum chinês estima que economia da Ásia crescerá 4,5% em 2026

Relatório diz que participação do continente no PIB global deve subir de 49,2% em 2025 para 49,7% neste ano.

O BFA (Fórum Boao para a Ásia, na sigla em inglês) estima que o PIB (Produto Interno Bruto) da Ásia vai desacelerar em 2026, mas o continente seguirá sendo o “principal motor de crescimento mundial”. A projeção é que a economia asiática como um todo cresça 4,5% neste ano, um recuo de 0,2 ponto percentual ante 2025.

Mesmo com o recuo, a participação do continente asiático no PIB global aumentará em 2026 e ficará próxima de 50%. No ano passado, a contribuição foi de 49,2% do indicador econômico global, enquanto a estimativa é atingir 49,7% de participação em 2026. As projeções estão no “Relatório Anual de Perspectivas Econômicas e Progresso da Integração Asiática 2026” divulgado nesta 3ª feira (24.mar.2026). Eis a íntegra do documento (PDF – 4 MB, em inglês).

O BFA é um fórum sediado na cidade de Boao, na província chinesa de Hainan, que reúne anualmente mais de 29 países da Ásia e da Oceânia. Fundado em 2001, tem como principal objetivo promover a integração econômica do continente.

Segundo o relatório, o crescimento econômico da região será impulsionado por uma integração maior entre os países, além da vocação asiática no setor tecnológico, que deve seguir em expansão nos próximos anos. O Sul é a região que deve experimentar a maior alta, com uma projeção de aumento do PIB de 6,3%. Em seguida está a Ásia Central, com perspectiva de 4,3%.

O documento do BFA não aprofunda a situação dos países do Oriente Médio pressionados pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O relatório diz que o conflito militar não causa só choques econômicos diretos, mas também introduz incertezas para o continente. No entanto, não aborda de maneira precisa como a economia asiática deve ser impactada.

Sobre a região mais a oeste do continente, onde se concentram os principais efeitos da guerra, a projeção do BFA é de um crescimento de 2,3% no PIB regional.

A guerra vai pressionar também as principais economias asiáticas, como China, Japão, Índia e Coreia do Sul, dependentes do petróleo que atravessa o estreito de Ormuz –bloqueado pelo Irã desde o fim de fevereiro– para atender sua demanda interna.

No entanto, o relatório diz que a perspectiva para 2026 segue positiva e se apoia na “resiliência” econômica do continente para suportar a pressão no Oriente Médio e orientar investimentos em áreas que impulsionem o desenvolvimento regional.

“A economia asiática continua a ter resiliência relativamente forte. A maioria das economias asiáticas tem fundamentos macroeconômicos sólidos e espaço político relativamente amplo, proporcionando amortecedores estratégicos para resistir a choques externos”, diz o documento.

Por: Poder360

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