O governo federal investiga 189 denúncias de violência, ameaças e intimidações contra povos indígenas em Mato Grosso do Sul durante e após o período eleitoral. Os dados foram divulgados neste sábado (31), quando uma força-tarefa interministerial chegou ao estado para acompanhar os relatos e se reunir com autoridades locais.
A ação foi determinada pela Presidência da República e reúne os ministros Eloy Terena, dos Povos Indígenas, Janine Mello, dos Direitos Humanos e da Cidadania, e Wellington Cesar Lima, da Justiça e Segurança Pública, conforme a composição informada pelo governo.
Parte das denúncias já foi encaminhada aos órgãos competentes, segundo Janine Mello. Outra parcela ainda está em averiguação. Os relatos, portanto, permanecem sob apuração pelas autoridades responsáveis.
“Traz preocupação o aumento de casos, atos de violência por determinação política. Para nós, é importante receber essas denúncias e dar acompanhamento aos casos”, afirmou a ministra.
Atuação das forças de segurança
A força-tarefa também mantém diálogo com instituições de segurança estaduais e federais. De acordo com Wellington Cesar Lima, participam das tratativas a Polícia Militar e a Polícia Civil, em âmbito local, além da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.
O secretário-executivo afirmou que haverá reforço das forças de defesa no estado para atendimento presencial nos locais onde ocorrerem as ocorrências. Segundo ele, providências já foram adotadas em parte dos casos e outras iniciativas estão sendo propostas.
Para Eloy Terena, a presença das autoridades é necessária para ouvir diretamente as lideranças e dar continuidade ao encaminhamento das denúncias. O ministro afirmou que o governo federal pretende acompanhar a situação e que não permitirá a continuidade dos atos relatados.
Prazo da força-tarefa
Janine Mello disse que a operação será mantida pelo tempo necessário. A expectativa apresentada pela ministra é de que o trabalho seja breve, mas a duração dependerá do acompanhamento dos casos e da apuração das denúncias recebidas.
A agenda no estado inclui reuniões com autoridades locais e o monitoramento da situação envolvendo as comunidades indígenas. Não foram divulgados, no material disponível, detalhes sobre a natureza de cada denúncia, os locais específicos das ocorrências ou o número de investigações formalizadas.
