• Terça-feira, 14 de abril de 2026

FMI eleva previsão de crescimento do PIB do Brasil em meio à guerra no Oriente Médio

Fundo Monetário Internacional promoveu uma redução nas projeções para a economia global, considerando o impacto da guerra no Irã

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil de 1,6% para 1,9% em 2026, mesmo com os impactos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio. O conflito fez a entidade reduzir as estimativas para a economia global para 3,1%, uma queda de 0,2 ponto percentual (p.p).

Os dados fazem parte do relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado pelo Fundo nesta terça-feira (14). A mudança reflete os impactos da guerra sobre preços de energia, em especial os derivados do petróleo, cadeias produtivas e confiança dos mercados.

Segundo o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, a escalada do conflito no Golfo Pérsico pode ter efeitos significativamente mais graves. Mesmo em um cenário base de duração limitada, a entidade prevê um preço médio do petróleo de US$ 82 por barril, o que contribui para a desaceleração global.

No cenário mais “adverso”, ele alerta que o crescimento da economia global em 2026 seria ainda menor, na ordem de 2,5%, com um conflito prolongado e o barril do petróleo a US$ 100. “A cada dia que passa e a cada nova interrupção no fornecimento de energia, estamos nos aproximando do cenário adverso”, declarou.

O relatório destaca que o conflito também eleva os riscos à estabilidade financeira por meio de pressões inflacionárias. Porém, o Brasil teria um pequeno impacto positivo por ser exportador de petróleo. As estimativas ficam próximas das projeções do mercado financeiro, mas o desempenho ainda fica abaixo do crescimento de 2,3% do PIB nacional em 2025.

Já para 2027, a previsão é de uma expansão de 2%, abaixo do estimado anteriormente, o que reflete o impacto da desaceleração global e dos custos mais altos de insumos e condições financeiras restritivas.

"Reservas internacionais adequadas, baixa dependência de dívida em moeda estrangeira, grande colchão de liquidez do governo e uma taxa de câmbio flexível devem ajudar o país a absorver o choque", disse o FMI.

Por: Redação

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