• Terça-feira, 14 de abril de 2026

Bolsa bate quinto recorde seguido e se aproxima dos 200 mil pontos

Mercado segue reagindo positivamente a perspectiva de paz duradoura no Oriente Médio; dólar fechou estável a R$ 4,99

O Índice Bovespa (Ibovespa), principal termômetro do mercado de ações brasileiro, fechou a terça-feira (14) com uma alta de 0,33% aos 198,675,33 mil pontos, batendo o quinto recorde seguido de fechamento. Ao longo da sessão, o indicador chegou a tocar os 199 mil pontos, mas acabou perdendo um pouco de força.

O dólar também segue em queda em relação ao real, com um leve recuo de 0,06%, fechando praticamente estável aos R$ 4,99, o menor patamar desde 2024. Os investidores seguem demonstrando otimismo e apetite por risco com a perspectiva de avanço nas negociações do conflito entre Estados Unidos e Irã, favorecendo mercados emergentes.

"Esse movimento é o que derruba as cotações do petróleo para baixo de US$ 100, suaviza as curvas de juros, enfraquece o dólar globalmente e favorece ativos de risco, com destaque ainda para o Brasil que tem se beneficiado fortemente do fluxo externo", disse Bruno Perri, economista-chefe e sócio da Forum Investimentos.

O barril do petróleo Brent para junho, referência do mercado, caiu para US$ 94,79 nesta terça-feira, enquanto o WTI de maio caiu para US$ 91,28. Esse queda inclusive, acabou segurando em partes o Ibovespa, uma vez que as ações da Petrobras caíram 4%.

Por outro lado, a Vale (VALE3), principal papel do Ibovespa, subiu 1,08% no pregão a R$ 88,30. Os ganhos entre as maiores instituições financeiras, chegaram a 2,55%, no Banco do Brasil ON a R$ 25,38.

No Brasil, investidores também repercutiram o avanço moderado do setor de serviços (0,1%) em fevereiro, segundo dados do IBGE. O resultado mostra um crescimento na margem a na comparação ano a ano, que, para o economista sênior do Inter, André Valério, indica moderação do setor.

“Para os próximos meses, esperamos que o impacto da alta dos combustíveis, reduzindo a renda real das famílias, e o estoque do aperto monetário, continuem atuando para desacelerar o setor e esperamos um crescimento de 2% dos serviços em 2026”, completou.

*Com informações de Estadão Conteúdo

Por: Redação

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