O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, disse que vai cobrar do Supremo Tribunal Federal (STF) o desbloqueio das redes sociais do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pela tentativa de golpe de Estado em 2022. A fala foi feita após o encontro com o presidente do Tribunal, Edson Fachin, nesta quarta-feira (13), em Brasília.
O encontro teve como objetivo, segundo o senador, estreitar a relação com a poder judiciário. Segundo Flávio, um dos focos juntos ao STF na próximas semanas será tentar reverter as restrições impostas às contas do ex-presidente, atualmente suspensas por decisões judiciais. A fala foi feita quando o pré-candidato da República comentava o apoio do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) a sua campanha.
“Os vídeos que ele faz têm um alcance gigantesco. Ele usa as suas redes sociais, que são as maiores do Brasil em atividade, porque a do presidente Bolsonaro está bloqueada. Outra coisa que a gente também vai pleitear: que sejam liberadas em breve”, afirmou o senador ao comentar a atuação do deputado nas redes sociais.
Flávio também disse que procurou Fachin para estabelecer uma interlocução direta com a cúpula do STF em meio à escalada de tensão entre o Judiciário e aliados do ex-presidente.
“Eu procurei e pedi que me recebesse. Foi essa liberdade que eu deixei aqui em aberto com ele, para que, quando cheguem coisas absurdas ao ouvido de um presidente de Poder, ele possa passar a mão no telefone e entrar em contato”
Durante a entrevista, o senador voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes e afirmou que o Supremo impediu o avanço da discussão sobre anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
“O debate sobre anistia foi interditado. Foi imposto a nós essa dosimetria”, disse.
Flávio criticou ainda a decisão de Moraes que suspendeu os efeitos da chamada Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso para reduzir penas relacionadas aos ataques às sedes dos Três Poderes.
“Ele simplesmente ignora esse processo democrático, legal, regular, constitucional que aconteceu e, da cabeça dele, suspende a lei por prazo indeterminado”, afirmou.
O encontro entre Flávio e Fachin ocorreu dias após Moraes suspender a aplicação da lei até julgamento definitivo do plenário do STF.





