• Quarta-feira, 13 de maio de 2026

Produtor do filme de Bolsonaro, Mário Frias diz que não há dinheiro de Vorcaro no longa

O parlamentar afirma que a produtora GOUP Entertainment não tem “um único centavo do sr. Daniel Vorcaro” no longa, e que, mesmo se houvesse, não haveria “problema algum”

O ex-secretário da Cultura de Jair Bolsonaro e deputado federal Mário Frias (PL), que é produtor executivo do longa-metragem Dark Horse, que conta a história do ex-presidente, saiu em defesa de Flávio Bolsonaro (PL) e defendeu que não há dinheiro de Daniel Vorcaro na produção. A afirmação ocorre após o portal Intercept Brasil ter divulgado, nesta quarta-feira (13), um áudio de Flávio endereçado ao dono do Banco Master negociando R$ 134 milhões para pagar despesas do filme.

“O senador Flávio Bolsonaro não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora. Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte — o que é legítimo, esperado e não configura, em si, nada além do óbvio”, pontuou, nas redes sociais.

O parlamentar afirma que a produtora GOUP Entertainment não tem “um único centavo do sr. Daniel Vorcaro” no longa, e que, mesmo se houvesse, não haveria “problema algum”. “Trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido. E, na época, não havia qualquer suspeita a ele e seu banco. Dark Horse é uma superprodução em padrão hollywoodiano, com 100% de capital privado, ator de primeira linha, além de diretor e roteirista de renome internacional — com qualidade inédita para retratar o maior líder político brasileiro do século XXI”, acrescenta.

Em sua defesa, após o vazamento do áudio, Flávio Bolsonaro defendeu a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito do Banco Master e disse ser preciso “separar os inocentes dos bandidos”. “No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”, escreveu.

“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ”, completou.

Por: ITATIAIA

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