De acordo com o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, a transição demográfica impõe a necessidade de ampliar a carteira de produtos direcionada também ao tratamento da AME. A introdução do medicamento Nusinersena reflete a estratégia.“A proposta permitirá ao Brasil desenvolver plataforma nacional de produção de oligonucleotídeos, que tem o potencial para ser utilizada também no desenvolvimento de medicamentos para outras doenças”, informa a instituição.
A diretora de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Rosane Cuber ressalta que esse projeto demonstra o compromisso científico e tecnológico de Bio-Manguinhos com a inovação, a sustentabilidade e a ampliação do acesso a tratamentos de ponta. “Nossa colaboração com a Hypera Pharma, Bio-Manguinhos/Fiocruz e o Ministério da Saúde para garantir um medicamento seguro, eficaz e acessível à população brasileira é um momento histórico para nossa empresa”, disse o representante da Aurisco no Brasil, Marco Oliveira."A implementação da plataforma, pioneira na América Latina, reforça o papel da Fiocruz como base científica, tecnológica e industrial do SUS, elegendo como prioridade a inovação que garante o acesso da população a produtos pioneiros.”
Tecnologia inovadora
O medicamento Nusinersena é um oligonucleotídeo antisense (ASO), que atua na produção de uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores afetados pela Atrofia Muscular Espinhal 5q (AME). A Bio-Manguinhos/Fiocruz passará a produzir o produto de forma integral no país. O projeto será executado em fases com monitoramento contínuo desde a submissão do projeto até a verificação da internalização da tecnologia.A fundação destaca que o remédio vem sendo fornecido no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2019, mas que a parceria, além de trazer economia aos cofres públicos, tem o diferencial de incorporar uma plataforma tecnológica inédita no país. De acordo com o presidente da fundação, Mario Moreira, a transição demográfica impõe à Fiocruz a necessidade de ampliar sua carteira de produtos direcionada também ao tratamento da AME e a introdução desse novo produto reflete a estratégia. "A implementação dessa plataforma, pioneira na América Latina, reforça o papel da Fiocruz como base científica, tecnológica e industrial do SUS, elegendo como prioridade a inovação que garante o acesso da população a produtos pioneiros.” A diretora de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Rosane Cuber ressalta que o projeto demonstra o compromisso científico e tecnológico de Bio-Manguinhos com a inovação, a sustentabilidade e a ampliação do acesso a tratamentos de ponta. Relacionadas“Ao final do processo, Bio-Manguinhos/Fiocruz estará plenamente capacitado para produzir o medicamento em território nacional, com total domínio tecnológico”, informou a Fiocruz.

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