O edital prevê a instalação de infraestrutura completa — redes internas e externas, cabeamento, switches, roteadores e wi-fi — além do serviço de conexão por 24 meses e manutenção integral. As escolas selecionadas estão em áreas com presença de fibra óptica, mas ainda sem conectividade adequada para fins pedagógicos.“Com esta segunda seleção de projetos, o BNDES segue expandindo o alcance do Fust nas regiões com os piores indicadores de conectividade”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Serão 392 escolas conectadas no Pará (Lote A), 368 no Maranhão e Ceará (Lote B) e 498 em Pernambuco e Bahia (Lote C). O cronograma estabelece que 15% das unidades estejam conectadas em até três meses após a assinatura dos contratos; 50% em seis meses; e 100% — todas as 1.258 — em no máximo nove meses.“Este segundo edital é mais um passo fundamental para atingirmos, até o final do próximo ano, a nossa meta de levar conectividade significativa para as salas de aulas de todas as escolas do país”, disse o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
O BNDES será responsável pela seleção das propostas e pelo acompanhamento das entregas. Três prestadoras de telecomunicações serão escolhidas para conectar as escolas, e uma quarta para monitorar a velocidade, qualidade e disponibilidade das conexões em tempo real, por meio de uma plataforma nacional. A primeira seleção pública, com R$ 60 milhões, contemplou 529 escolas no Amapá e Pará, 633 no Acre e Amazonas e 341 na Bahia, Maranhão e Paraíba. As contratadas foram selecionadas no fim de 2023, e 772 escolas já receberam infraestrutura de conectividade. O Fust, administrado pelo MCom, tem como objetivo expandir redes e serviços de telecomunicações, reduzir desigualdades regionais e estimular tecnologias de conectividade voltadas ao desenvolvimento econômico e social. O BNDES atua como agente financeiro e responsável pela execução e fiscalização dos projetos. Relacionadas“A internet adequada em sala de aula é condição para que todos os estudantes tenham as mesmas oportunidades de aprender e se desenvolver. Com este novo edital, avançamos na atuação integrada do governo para levar infraestrutura de qualidade às escolas que mais precisam, especialmente no Norte e Nordeste”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana.





