• Segunda-feira, 13 de abril de 2026

Entidades pedem que STF mantenha decisão contra supersalários

Organizações afirmam que esses benefícios ficam concentrados em uma “pequena elite” do funcionalismo.

Organizações da sociedade civil publicaram uma carta nesta 3ª feira (24.fev.2026) pedindo ao STF (Supremo Tribunal Federal) que mantenha a decisão do ministro Flávio Dino de 5 de fevereiro que deu 60 dias para os Três Poderes suspenderem o pagamento de supersalários no funcionalismo público. A Corte começa a julgar o caso no plenário na 4ª feira (25.fev).

O magistrado entendeu à época que os chamados penduricalhos, dinheiro vinculado a benefícios pagos fora do teto constitucional, atualmente de R$ 46.366,19, são “indevidos acréscimos de natureza remuneratória dissimulados de indenização”.

Uma decisão do ministro Gilmar Mendes de 2ª feira (23.fev) determinou que as verbas de caráter indenizatório só podem ser pagas a integrantes do Judiciário e do MP (Ministério Público) quando estiverem estabelecidas em lei aprovada pelo Congresso.

“A sociedade civil há tempos vem alertando e demonstrando, por meio de estudos e notas técnicas, o tamanho e as consequências negativas do impacto orçamentário, institucional e moral desses mecanismos”, diz trecho da carta assinada por 20 entidades. Leia a íntegra (PDF – 336 kB).

Segundo o documento, os supersalários não são um problema “generalizado do funcionalismo”, mas “de privilégios concentrados em uma pequena elite”.

Estudo do Movimento Pessoas à Frente com o pesquisador Bruno Carazza mostrou em julho de 2025 que o custo para o Brasil com supersalários de juízes subiu 49,3% em 2024 e chegou a R$ 10,5 bilhões. Leia a íntegra (PDF – 35 MB).

Infográfico sobre o curto dos supersalários de juízes

“As decisões dos ministros do STF deixaram nítido: não há mais espaço para artifícios, rótulos criativos ou atalhos. Caberá aos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), em todos os níveis da Federação, escolher entre perpetuar privilégios ou avançar em uma solução que fortaleça o Estado, respeite a Constituição e responda ao que a sociedade brasileira exige e espera de seus representantes e dos servidores públicos”, finaliza a carta das organizações.

Assinam o documento:

Por: Poder360

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