De 1º de janeiro até a 2ª feira (9.mar.2026), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pagou R$ 4,08 bilhões em emendas a congressistas, segundo dados do painel Siga Brasil, do Senado.
Esse é o maior valor da série histórica para um início de ano. Representa alta de 81,6% ante o liberado no mesmo período em 2025, já em valores corrigidos pela inflação.
O repasse de emendas a congressistas já havia atingido valor recorde no início de fevereiro, quando o governo executou restos a pagar de repasses autorizados em anos anteriores. Esse movimento se manteve no resto do mês e no início de março.

O Orçamento de 2026 reserva R$ 61 bilhões para emendas. A execução deve ganhar ritmo no 1º semestre, já que o governo tem até junho para pagar 65% das emendas com execução obrigatória.
Os recursos são importantes para o Congresso, pois o mecanismo orçamentário tem muita capilaridade. É enviado a municípios, programas e outras entidades que estão próximas de quem vai às urnas neste ano.
O dinheiro permite que congressistas deem mais visibilidade à própria atuação e atendam demandas específicas de suas bases eleitorais.
A fase do empenho é diferente do pagamento.
O empenho é o 1º estágio da execução da despesa pública. É quando o governo formaliza que reservará uma parcela do dinheiro disponível no Orçamento para o projeto proposto por algum deputado ou senador.
Depois do empenho, o valor é, de fato, reservado. Funciona como um seguro da autoridade de que o pagamento será feito. Com isso, o serviço indicado por uma emenda pode ser contratado –na expectativa de que o pagamento vai de fato ocorrer em algum momento.
Depois do empenho vem o estágio da liquidação –quando o governo reconhece que o serviço contratado foi entregue– e, por último, o pagamento propriamente dito, com a liberação da verba na conta de quem executou o serviço.
Esta reportagem foi produzida em conjunto com o trainee em Jornalismo do Poder360 Eduardo Perry. Teve a supervisão do editor sênior Rafael Barbosa.





