O embaixador do Irã no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, afirmou neste domingo (3) que qualquer acordo para o fim do conflito no Oriente Médio depende de uma “mudança” no comportamento dos Estados Unidos. O diplomata é um dos intermediários da República Islâmica nas negociações com os americanos.
Segundo Moghadam, o Irã está “determinado” a seguir no caminho da diplomacia, mas que tudo dependeria de Washington. “Se eles buscam um avanço nas negociações, precisam mudar seu comportamento”, declarou.
O embaixador ainda afirmou que o Irã segue uma “abordagem lógica e clara”, enquanto os Estados Unidos demonstram um “comportamento instável”. Ele ainda acrescentou que o papel de mediador do Paquistão permanece intacto e que o novo plano de negociação foi entregue aos americanos por intermediários. As declarações foram à agência estatal Irna.
Pela manhã, a Guarda Revolucionária do Irã divulgou uma nota na televisão pública desafiando os Estados Unidos a escolher entre uma “operação militar impossível” e um “acordo ruim” com a República Islâmica. A manifestação ocorreu após o presidente Donald Trump menosprezar a proposta iraniana mais recente para encerrar a guerra no Oriente Médio.
As negociações entre os dois países seguem estagnadas desde a entrada em vigor de um cessar-fogo considerado frágil, logo no início de abril. Com efeito, o Estreito de Ormuz segue bloqueado enquanto esforços diplomáticos tentam avançar em um acordo de paz.
“A margem de manobra dos Estados Unidos no tema da tomada de decisões diminuiu. Trump deve escolher entre uma operação impossível ou um acordo ruim com a República Islâmica do Irã”, disse a Guarda Revolucionária.
Na noite desse sábado (2), Trump disse que analisaria a proposta de 14 pontos enviada pelos iranianos, mas disse que "não imagina que seja algo aceitável".
O republicano ainda disse que estava insatisfeito com um plano enviado pelos iranianos aos mediadores do Paquistão, sem deixar claro o que não aceitava no Trato. Ele também colocou em dúvida a capacidade de Teerã em chegar a um consenso com os americanos. “Não tenho certeza se algum dia chegarão lá", declarou.





