• Sexta-feira, 24 de abril de 2026

Em Minas, Caiado promete blindar setor leiteiro contra importações e critica gestão de Lula

Em agenda no estado, o pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), apresentou suas propostas para o agronegócio e destacou a pecuária de leite mineira

Em entrevista à Itatiaia, o ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), apresentou suas propostas para o agronegócio e colocou a pecuária de leite de Minas Gerais no centro de sua estratégia de governo. Caiado afirmou que, se eleito, o setor leiteiro será excluído de qualquer mesa de negociação em acordos internacionais para proteger o produtor nacional da concorrência externa.

Caiado destacou a capilaridade da produção em Minas Gerais, ressaltando o fato de que todos os municípios do estado produzem leite — uma característica que ele classificou como "inédita" e fundamental para a cultura mineira. Para o governador, o leite funciona como o maior programa social do país devido ao fluxo de caixa mensal que sustenta as famílias rurais.

"O produtor vive há anos com uma espada sobre o pescoço devido ao leite importado, que derruba os preços e empobrece o campo. No meu governo, o leite será o único item que não colocarei na mesa de negociação. É o que sustenta a despesa diária do produtor", declarou.

Além da proteção ao setor lácteo, o pré-candidato detalhou as prioridades de sua agenda para o campo, reafirmando uma postura de "tolerância zero" contra a insegurança jurídica e os conflitos agrários. O pré-candidato foi enfático ao garantir que as invasões de propriedades não terão espaço em um eventual mandato, afirmando que "isso não existirá no Brasil" e que a ordem no campo é premissa de seu governo.

Caiado também defendeu a necessidade urgente de uma regularização fundiária ampla, focada na consolidação definitiva de títulos de propriedade para legalizar a situação de produtores que já ocupam e produzem em suas áreas. Para ele, "legalizar o Brasil" é o caminho para acabar com as margens de insegurança que ainda assombram o setor.

Outro ponto crucial levantado pelo governador foi a reestruturação do seguro rural, mecanismo que ele classificou como vital para a sobrevivência econômica do país. "Sem seguro rural, o Brasil não consegue sobreviver", alertou o pré-candidato, questionando como um país pode colher safras recordes e, ainda assim, o produtor não ter condições de pagar as contas. Segundo Caiado, a ausência de um seguro robusto impacta não apenas o campo, mas toda a engrenagem econômica, da indústria ao setor de serviços, que acaba sofrendo os efeitos do endividamento generalizado das famílias e das propriedades rurais.

O ex-governador direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificando a atual gestão como "gastadora". Caiado citou um prejuízo econômico de R$ 840 bilhões nos últimos três anos e quatro meses, questionando a eficácia de programas de renegociação de dívidas.

"O que é esse Desenrola? Em três meses, está todo mundo devendo de novo. Não se faz 'desenrola' com taxa de juros de 400% no cartão de crédito", pontuou. Segundo o político goiano, o país sofre com o endividamento das famílias e do setor produtivo devido a uma política que ele define como populista. "Saber governar não é com populismo, é com coragem para que as pessoas sintam a melhoria na qualidade de vida", concluiu.

Por: ITATIAIA

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