Em Assembleia Geral Ordinária realizada nesta quinta-feira (16), os acionistas da Petrobras escolheram onze membros do Conselho de Administração da empresa, entre eles dois mineiros reeleitos: Fernando Coura e Renato Galuppo.
Fernando Coura esteve no ciclo mineração do Itatiaia Eloos, realizado em setembro do ano passado, quando destacou a importância de explorar novos minerais para que o país consiga fazer a transição energética. Em entrevista exclusiva à Itatiaia, Coura ressaltou ainda a necessidade de pesquisar terras raras.
Coura também reforçou o papel que a Petrobras pode ter no processo de uma transição energética justa. “É a empresa que mais tem patentes no Brasil. Uma empresa de engenharia, com um centro de pesquisa que é referência no mundo inteiro. Tenho certeza que uma transição energética justa nós vamos encontrar”, destacou.
Já Renato Galuppo foi um dos palestrantes do Painel Redes do Futuro: Inteligência Tecnológica na Transição Energética Pós-COP 30, no encerramento do segundo ciclo do Eloos Itatiaia, realizado em novembro.
Também na Assembleia Geral, os acionistas elegeram Guilherme Santos Mello como o novo presidente do conselho de administração da estatal. Mello, que atua como secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e é visto como um dos principais formuladores do pensamento econômico do governo atual, assume a posição que estava vaga desde a renúncia de Bruno Moretti, atual ministro do Planejamento e Orçamento.
A renovação do colegiado, que terá mandato até 2028, ocorre em um cenário de intensa movimentação na companhia. Além da mudança na presidência do conselho, a assembleia confirmou a reeleição de Rosângela Buzanelli como representante dos empregados e marcou o retorno do advogado Marcelo Gasparino ao grupo de conselheiros indicados pelos acionistas minoritários.
Ao todo, a nova composição conta com nomes indicados pela União, como a CEO Magda Chambriard, Fábio Henrique Bittes Terra e José Fernando Coura, enquanto os minoritários mantiveram seus quatro assentos, ocupados por nomes como Francisco Petros e Rachel de Oliveira Maia.
No campo financeiro, a Petrobras recebeu o aval dos acionistas para o pagamento de R$ 41,2 bilhões em dividendos e juros sobre o capital próprio relativos ao exercício de 2025, o que equivale a R$ 3,20 por ação. A assembleia também aprovou o orçamento de capital para 2026, projetando investimentos de R$ 114 bilhões, com foco majoritário de R$ 83,6 bilhões destinados ao setor de Exploração e Produção. Complementando as decisões administrativas, foi aprovado um reajuste de 4,26% na remuneração da diretoria, estabelecendo uma média mensal de aproximadamente R$ 150 mil por diretor.





