O empresário Elon Musk fez uma aparição de última hora no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na 5ª feira (22.jan.2026). Ele criticou as tarifas dos Estados Unidos sobre energia solar e apresentou metas ambiciosas para sua empresa de tecnologia, Tesla, incluindo a venda de robôs humanoides a partir do próximo ano.
Musk afirmou que os EUA teriam capacidade de suprir toda a sua demanda elétrica através da alternativa sustentável. “Você poderia usar um pequeno canto de Utah, Nevada ou Novo México para gerar toda a eletricidade que os EUA consomem. Infelizmente, as barreiras tarifárias para energia solar são muito altas no país”, disse.
Em contraste com a situação americana, o ritmo “acelerado” da China na expansão da energia solar, com mais de 1.000 GW instalados por ano, foi destacado pelo bilionário como exemplo do impacto negativo das “barreiras tarifárias” impostas pelos EUA.
Ao ressaltar o papel da China no cenário energético mundial, Musk afirmou: “A China está instalando uma quantidade absurda de energia solar. Eles entendem que, no longo prazo, quase toda a energia virá do sol, e estão se posicionando para serem a bateria do mundo”.
Além da questão energética, o bilionário também abordou o desenvolvimento acelerado da inteligência artificial, afirmando que “poderíamos ter uma IA mais inteligente do que qualquer ser humano até o final deste ano, e até 2030 ou 2031, a IA provavelmente superará a inteligência de toda a humanidade reunida”.
Segundo ele, a combinação entre energia solar de baixo custo, robótica avançada e inteligência artificial superinteligente poderá transformar a economia mundial. Esta convergência, de acordo com Musk, reduzirá o custo de bens e serviços, alterando conceitos tradicionais de trabalho e valor econômico.
Para o fundador da Tesla, a transição econômica baseada em inteligência artificial e robótica representa a única alternativa viável para eliminar a pobreza global, apesar dos obstáculos existentes.
Um dos principais desafios apontados foi o chamado “gargalo elétrico”. Segundo Musk, o avanço da IA já não esbarra na falta de chips, mas sim na limitação da infraestrutura elétrica. “A rede não cresce rápido o suficiente para alimentar a revolução da inteligência artificial”, afirmou, destacando a escassez de eletricidade e transformadores como obstáculos atuais.
Sobre o projeto Optimus da Tesla, o empresário destacou o potencial de mercado para robôs humanoides: “Acho que todos vão querer um robô Optimus. Ele pode fazer qualquer coisa: ser um professor, cuidar dos seus filhos, passear com o cachorro, aparar a grama ou buscar as compras. Será um futuro de abundância, no qual não haverá escassez de bens e serviços”.
No campo espacial, o fundador da SpaceX revelou que a empresa está focada em reduzir drasticamente os custos dos lançamentos espaciais. O objetivo é diminuir em até 100 vezes o valor necessário para colocar carga em órbita, por meio da reutilização completa do foguete Starship.
Segundo ele, essa redução é essencial para viabilizar projetos ambiciosos. “Se conseguirmos a reutilização total e rápida do Starship, o custo de colocar massa em órbita cai cerca de 100 vezes. Isso é o que torna a vida multiplanetária e uma base na Lua e em Marte fisicamente possíveis”, afirmou.
Durante o evento, Musk também abordou temas relacionados à biotecnologia e longevidade humana. “O envelhecimento é, no fundo, um problema de engenharia de software e hardware nas células. É solucionável. Mas a morte é importante para que as novas ideias surjam; se as pessoas não morressem, a sociedade ficaria presa em ideias antigas e não progrediria”, disse.
Inicialmente, Musk não estava na agenda do evento da 5ª feira, mas foi inserido depois. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (Servo do Povo, centro) também foi adicionado a agenda na ultima atualização.





