• Domingo, 31 de agosto de 2025

Eduardo diz que Tarcísio “ameaça” espaço da família Bolsonaro

Em entrevista, o filho do ex-presidente Bolsonaro volta a criticar a possibilidade de o governador de SP ser candidato a Presidência.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a criticar na 6ª feira (29.ago.2025) a possibilidade de o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ser candidato à Presidência em 2026. Afirmou ainda que a possibilidade de filiação do ex-ministro ao PL seria uma tentativa de “apagar a família Bolsonaro” do cenário político.

“De fato é algo que a gente pensa [deixar o PL se Tarcísio se filiar] porque, da maneira que as coisas estão caminhando, existe um direcionamento para apagar a família Bolsonaro do cenário político”, declarou Eduardo, em entrevista ao portal Metrópoles. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já admitiu que tem a intenção de lançar candidatura caso o pai permaneça inelegível.

Questionado sobre eventual crescimento de Tarcísio nas pesquisas, Eduardo respondeu: “O Tarcísio pode ser um bom candidato, performa bem nas pesquisas, mas por que tem que ser o Tarcísio? Por que não pode ser o Bolsonaro o candidato?“.

Afirmou ainda que, se a candidatura do governador de SP se concretizar e ele vencer a eleição, será difícil ver uma participação da família Bolsonaro no governo.

O deputado fez questão de ressaltar que considera Tarcísio uma pessoa de caráter, que “não está metido em corrupção“, além de um “excelente gestor“. Mas, disse acreditar que ainda existe espaço para outras candidaturas de direita.

Por que a gente tem que se compor antes disso? Não tem problema, vamos ao público, vamos ao escrutínio público e deixe que o povo escolha quem entender melhor“, afirmou.

Sobre as mensagens divulgadas pela PF, o congressista disse que não costuma falar daquela forma com o pai e considerou desnecessária a exposição. Também voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, relator no STF da tentativa de golpe.

O deputado sugeriu ainda a criação de uma delegação permanente em Washington para negociações com o governo Donald Trump (Partido Republicano), citando as tarifas de 50% impostas ao Brasil.

Com a licença expirada, Eduardo corre risco de perder o mandato. Pediu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), autorização para exercer a função a partir dos EUA. Pela Constituição, congressistas que faltam a 1/3 das votações anuais podem ter o mandato cassado.

Eduardo foi indiciado pela Polícia Federal, acusado de articular sanções internacionais contra autoridades brasileiras, incluindo Moraes.

Por: Poder360

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