• Quinta-feira, 12 de março de 2026

Distribuidoras querem que a Petrobras importe mais diesel, diz Alckmin

Setor se reuniu com o Alckmin para discutir repasse de subsídios e aumento da oferta do combustível no país.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), disse nesta 5ª feira (12.mar.2026) que as distribuidoras de combustíveis sugeriram, durante reunião com o governo federal, que a Petrobras aumente sua importação de diesel. O objetivo da medida proposta, segundo Alckmin, é elevar a disponibilidade de produto no mercado e, como consequência, evitar que os preços do produto subam no mercado. 

“Eles destacaram uma preocupação com a importação, deixaram uma sugestão de que a Petrobras até aumente a sua importação”, afirmou o vice-presidente em entrevista depois de reunião com representantes das distribuidoras. No encontro, trataram do repasse das isenções de impostos federais que o governo anunciou também nesta 5ª feira (12.mar).  

A reunião tratou das medidas anunciadas pelo governo federal, como o decreto 12.875, que cria a isenção fiscal que resultará em uma redução de R$ 0,32 por litro de diesel, e a MP (medida provisória) 1.340 de 2025, que cria uma subvenção de mais R$ 0,32 por litro para produtores e importadores. As duas medidas custarão R$ 30 bilhões aos pagadores de impostos, até o fim de 2026, segundo estimativa da Fazenda.

O governo tenta reduzir o impacto da alta do petróleo por causa da guerra de EUA e Israel contra o Irã. Apesar de produtor, o Brasil ainda depende de importações de combustíveis da Rússia, por exemplo, para atender toda a demanda por diesel. Parte do combustível consumido no país é trazida do exterior por empresas privadas e pela Petrobras, porque a capacidade de refino nacional não é suficiente para produzir todo o volume necessário.

O diesel é o combustível mais consumido no país e tem forte impacto sobre a economia. Ele abastece caminhões responsáveis pelo transporte de mercadorias e alimentos, além de parte do transporte público. Por isso, aumentos no preço do diesel costumam pressionar o custo do frete e podem influenciar a inflação.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que as medidas de redução de impostos também visam reduzir a ociosidade das refinarias nacionais para maximizar a produção.

“As refinarias do Brasil precisam de estímulo para produzir no limite de suas possibilidades e cobrir a demanda interna, em especial nesse momento”, afirmou durante entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto. 

O governo federal conta que o plano irá estimular a produção nacional nas refinarias e reduzir a dependência externa do produto, que é essencial para o setor de logística. A alta nos custos para caminhoneiros resultam, inevitavelmente, na alta de preços em todos os demais setores da economia, dada a dependência do Brasil do modal rodoviário.

Por: Poder360

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