A Argentina teve uma inflação mensal de 2,9% em fevereiro de 2026, sem variações em relação a janeiro. O registro marca uma desaceleração na alta de preços depois de 5 aumentos seguidos, de agosto a janeiro. Eis a íntegra da divulgação do Indec (Instituto Nacional de Estadística y Censos) – (PDF – 213 kB, em espanhol).
Apesar do empate na variação mensal, o país soma 33,1% no acumulado dos últimos 12 meses, o que mostra um avanço de 0,7 ponto percentual ante os 32,4% acumulados até janeiro. É a 4ª alta seguida no marcador. Em outubro, a inflação acumulada de 12 meses na Argentina estava em 31,3%.
Os setores com as maiores altas em fevereiro foram: habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (6,8%), alimentos e bebidas não alcoólicas (3,3%) e bens e serviços diversos (3,3%). Já bebidas alcoólicas e tabaco (0,6%) e educação (1,2%) registraram as menores variações.

A inflação argentina desacelerou no governo de Javier Milei (La Libertad Avanza, direita), que assumiu a Presidência em dezembro de 2023 com a promessa de estabilizar a economia por meio de forte ajuste fiscal e reformas liberalizantes.
Quando tomou posse, o juro-base do país estava em 133% ao ano, um dos mais altos do mundo, reflexo da tentativa do Banco Central da República Argentina de conter uma inflação de 3 dígitos e reduzir a pressão sobre o peso argentino.
No entanto, a inflação voltou a aumentar a partir de maio de 2025, quando registrou alta de 1,5%. Desde então, o índice de preços do país acumulou sucessivas altas.

Para 2026, o FMI (Fundo Monetário Internacional) projeta crescimento de cerca de 4% do PIB da Argentina. Eis a íntegra PDF (2 MB, em inglês).





