A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disse nesta 6ª feira (27.mar.2026) que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a prisão domiciliar por 90 dias ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “foi crucial”. Declarou que o ex-chefe do Executivo “não era nem para ter saído de casa justamente pela situação de saúde dele, pela idade”.
“Ele poder estar conosco novamente, porque a gente sabe, ele tem várias situações e é importante ele estar com a gente. Estando em casa, ele também tem esse aconchego do psicológico dele, da gente poder estar ali preparando o que ele sente vontade de comer. Quando ele estava preso era meio que uma imposição”, disse.
Michelle disse que “não há necessidade, por enquanto,” de ter uma nova conversa com Moraes: “Temos 90 dias, então eu creio que as coisas vão se ajustar”.
A ex-primeira-dama declarou que o ex-chefe do Executivo não deve tratar de política enquanto estiver em recuperação.
O ex-presidente recebeu alta hospitalar nesta 6ª feira (27.mar) depois de ficar internado por 14 dias no Hospital DF Star, em Brasília (DF). Deixou o hospital por volta das 10h e seguiu para sua casa no Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, a cerca de 20 km da unidade hospitalar. Cumprirá prisão domiciliar, que começa a valer a partir desta 6ª feira (27.mar). Ele chegou em uma caminhonete branca e estava usando um colete à prova de balas.
Bolsonaro estava internado desde 13 de março, quando passou mal no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde cumpria pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Foi diagnosticado com uma broncopneumonia bacteriana bilateral.
Ao conceder a prisão domiciliar, Moraes citou o quadro de saúde do ex-chefe do Executivo, que tem apresentado intercorrências médicas sucessivas nos últimos meses, e a manifestação favorável da Procuradoria Geral da República.
Moraes afirmou que, de acordo com a literatura médica, o tempo de recuperação total nos 2 pulmões de um idoso (o ex-presidente tem 71 anos) pode durar de 45 a 90 dias. “Após esse prazo, será reanalisada a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com perícia médica se houver necessidade”, disse o ministro. Leia a íntegra (PDF – 790 kB).
Moraes também determinou que:
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