• Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

CPI do INSS aprova quebras de sigilos de Lulinha

Sessão desta 5ª feira (26.fev) foi marcada por confusão e derrota do governo, que tentou articular para bloquear votação.

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) aprovou, nesta 5ª feira (26.fev.2026), as quebras de sigilos fiscais e bancários de Fábio Luís Lula da Silva. Ele é filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A reunião começou com 1h30 de atraso. Um protesto próximo à entrada da Câmara dificultou a chegada de integrantes da comissão, incluindo o relator Alfredo Gaspar (União Brasil-AL). Houve também uma intensa articulação da base governista para retirar de pauta os pedidos de quebras de sigilos bancários e fiscais de Lulinha.

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No início da sessão, os governistas conseguiram aprovar, por 18 a 12, que a votação dos requerimentos fosse feita em bloco –quando os pedidos são avaliados em conjunto pela comissão, e não de maneira individualizada.

A estratégia fazia sentido porque, no cabo de guerra da CPMI do INSS, o governo contaria com o apoio circunstancial do Centrão, que tenta barrar a votação de requerimentos ligados a instituições bancárias –Master, Santander, BMG, PicPay e C6 Consignado.

No entanto, ao abrir para votação simbólica (quando não é nominal), a base governista foi derrotada, o que levou a uma discussão e empurra-empurra na sessão, que foi suspensa.

“Para que a pauta fosse derrubada em bloco, era necessário que o governo apresentasse a maioria dos votos ou 15 parlamentares presentes, de acordo com o painel de 31. Apresentaram, e eu contei duas vezes, 7 votos contrários, portanto, a pauta está aprovada na sua integralidade”, afirmou o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI.

Viana disse também que não age “politicamente” e que o “jogo virou” ao se referir à derrota dos governistas: “O governo veio à CPMI hoje com a decisão de bloquear toda a pauta […] o resultado é que o jogo virou. Vieram para cá blindar toda a pauta, não tiveram os votos necessários, de acordo com o próprio regimento, a pauta está aprovada e vamos dar sequência”.

A estratégia dos governistas era barrar essa votação enquanto não tinham sido incluídos na pauta os requerimentos de quebra de sigilo do empresário Fabiano Zettel, do ex-presidente do BC (Banco Central) Roberto Campos Neto e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“Queremos uma investigação que atinja a Chico e a Francisco”, afirmou o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo na Casa. “Investigação de verdade não pode ser seletiva.”

Assista à sessão da CPI do INSS:

Por: Poder360

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