O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nessa semana um tratamento preventivo de radioterapia após a retirada de uma lesão cancerígena no couro cabeludo.
Segundo boletim médico divulgado pelo Hospital Sírio-Libanês, o procedimento é complementar e tem como objetivo evitar o surgimento de novas lesões na região tratada.
A lesão foi removida em 24 de abril e diagnosticada como um carcinoma basocelular, o tipo mais comum e menos agressivo de câncer de pele. De acordo com a equipe médica, o tumor era localizado, sem sinais de disseminação para outras partes do corpo.
Conforme informou a Itatiaia, Lula realizou uma nova sessão de radioterapia na terça-feira (26) e manteve normalmente sua agenda oficial, incluindo uma viagem a Manaus para compromissos do governo federal. A previsão é que o presidente passe por 15 sessões ao longo de três semanas.
Segundo os médicos responsáveis pelo tratamento, a radioterapia é superficial e preventiva. O procedimento foi indicado após avaliação clínica realizada em maio e não impõe restrições às atividades do presidente.
Os efeitos colaterais esperados são considerados leves e localizados, podendo incluir irritação na pele, vermelhidão e queda temporária de cabelo na área tratada.
De acordo com os boletins divulgados até o momento, Lula apresenta boa recuperação, mantém a rotina de trabalho e segue cumprindo compromissos oficiais normalmente. O Palácio do Planalto informou que o tratamento não altera sua agenda.
Aos 80 anos, o presidente já enfrentou outros problemas de saúde nos últimos anos, incluindo um câncer de laringe tratado em 2011 e procedimentos médicos realizados em 2024 e 2026. Apesar do histórico, os médicos afirmam que o quadro atual é controlado, sem gravidade e com diagnóstico precoce.
O uso frequente de chapéu em eventos públicos desde abril está relacionado à proteção da área operada contra a exposição solar durante o processo de cicatrização e tratamento.





