• Sábado, 30 de maio de 2026

Com cenário aberto para o Governo de Minas, definição de vice fica em segundo plano

Até o momento, o cenário tem sido marcado pela incerteza, tanto para os postulantes ao cargo de governador quanto para seus possíveis e eventuais pré-candidatos à vaga de vice

Faltando pouco mais de 70 dias para o fim do prazo dado aos partidos para o registro das candidaturas dos nomes que irão disputar a eleição, a corrida pelo governo de Minas Gerais segue em aberto.

Até o momento, o cenário tem sido marcado pela incerteza, tanto para os postulantes ao cargo de governador quanto para seus possíveis e eventuais pré-candidatos à vaga de vice.

Conforme apurado pela Itatiaia, em geral, há poucas definições.

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) sai na frente nas principais pesquisas eleitorais. Ele recebeu a bênção do colega de Senado Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pretende disputar a Presidência.

Cleitinho chegou a conversar, em Brasília, nesta semana, com parte da cúpula do Partido Liberal (PL) em Minas, mas, para a coluna, interlocutores afirmam que poucas decisões foram tomadas diante de um senador que pede mais tempo para decidir se quer ou não tentar uma cadeira no Executivo.

O PL chegou com opções para uma eventual chapa, apresentando possíveis nomes para ocupar o posto de vice-governador: Flávio Roscoe e Vittorio Medioli — ambos recém-chegados à legenda.

O partido, no entanto, também não descarta a possibilidade de aceitar outro nome: Luís Eduardo Falcão (Republicanos), ex-prefeito de Patos de Minas.

Na semana que vem, Flávio virá a Minas Gerais pela primeira vez como pré-candidato. A expectativa era de que a agenda servisse para oficializar Cleitinho na disputa, o que, até então, não deve acontecer.

O atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), até pouco tempo atrás também tentava uma aliança com o PL para tentar a reeleição. A negociação, no entanto, não avançou.

Pela grande influência do ex-governador Romeu Zema, de quem Simões herdou o cargo, há a possibilidade de o posto de vice ser escolhido pelo partido Novo.

Um dos nomes cotados, e que tem a bênção de Zema, é o da vereadora de Belo Horizonte Fernanda Altoé (Novo), mas ainda sem acordos fechados.

O PT e o PSB viram o "plano A" para a eleição em Minas se esvair com a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) de disputar o pleito. A decisão de Pacheco já circulava entre Minas e Brasília, mas só foi oficializada por ele na sexta-feira (29).

Sem o nome do parlamentar, que pretende se aposentar da vida pública, o PSB ainda pretende manter uma candidatura própria, com ou sem o apoio do presidente Lula (PT).

Na última quinta-feira (28), o presidente nacional da sigla, João Campos, que também pleiteia o governo de Pernambuco, reuniu-se com o petista na capital federal para destravar alguns palanques estaduais.

Conforme apurado pela coluna, em Minas, o PSB ventila três possíveis pré-candidatos: o ex-procurador-geral de Justiça do estado Jarbas Soares; o empresário Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar, companheiro de chapa de Lula nos dois primeiros mandatos; e o ex-senador e ex-vice-governador de Minas Clésio Andrade.

Além dos mencionados, outras figuras também se colocam como pré-candidatas ao governo mineiro.

Entre elas estão Alexandre Kalil (PDT), Ben Mendes (Missão), Indira Xavier (UP) e Gabriel Azevedo (MDB).

Por: ITATIAIA

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