“E isso não tem limite de acesso [a esse discurso] e de idade”, destacou, ressaltando que são mais de 140 canais nas redes sociais que disseminam discursos de ódio contra as mulheres. Janja disse se orgulhar de ter levado o tema do feminicídio para o centro do governo e fazer com que os poderes caminhem juntos para uma solução. Ela lembrou que a ideia do pacto ter representantes dos Três Poderes é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, algo inédito no mundo. Na avaliação da socióloga e primeira-dama, a questão do feminicídio atinge todas as mulheres, uma vez que progressistas e conservadoras morrem do mesmo jeito.“Não se pode normalizar esses crimes que acontecem no Brasil e no mundo, porque existe um discurso de ódio muito violento nas redes sociais”, alertou.
O Comitê Interinstitucional do Pacto apresentará nesta quarta-feira (4), em Brasília, as principais ações que unificam esse esforço, visando chegar a uma sociedade em que as mulheres se sintam seguras no ambiente de trabalho, na rua e em casa.“Da mesma bala e da mesma faca”, afirmou.
Primeira-dama Janja Lula da Silva (C), diretora da TV Brasil, Antônia Pellegrino (D) e Daniela Grelin (E), do No More Foundation, no programa Sem Censura, com a apresentadora Cissa Guimarães - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Para a primeira-dama, é preciso entender que a responsabilidade é de cada um e também do Estado brasileiro. “Esse rumo é que a gente precisa corrigir”, defendeu. Janja deixou claro que o principal papel do pacto é a mudança cultural, e que acredita que nas novas gerações essa mudança possa ser efetivada. A primeira-dama destacou a insegurança vivida pelas mulheres. "Está insuportável para nós mulheres. Eu, como primeira-dama, não tenho segurança em nenhum lugar que eu estou. Eu já fui assediada neste período duas vezes", contou. "Se eu, enquanto primeira-dama, que tenho toda uma equipe em torno, um olhar, câmeras, cuidados, sou assediada, imagina uma mulher no ponto de ônibus às 10 horas da noite. A gente não tem segurança em nenhum lugar", disse. A apresentadora do Sem Censura, Cissa Guimarães, recebeu também no programa a diretora executiva da organização global No More Foundation, Daniela Grelin, que propõe ações de mobilização social para dar um basta à violência contra a mulher no Brasil. A diretora de Conteúdo e Programação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antonia Pellegrino, apresentou no programa a campanha Feminicídio Nunca Mais, realizada pela TV Brasil em parceria com a No More Foundation, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A campanha será lançada logo mais à noite, no Santuário do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Relacionadas
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